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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em movimento de queda nesta terça-feira (27) apontando desvalorização de 0,91% cotado a R$ 1,805 na venda. Apesar de ter reduzido as perdas desta manhã, quando chegou a cair 1,34%, a divisa segue de olho e confiante nas novas medidas para combater a crise na Europa.
Mais cedo, a imprensa internacional divulgou que autoridades europeias consideram implantar um plano similar ao TARP (Troubled Asset Relief Program), adotado nos EUA em 2008, enquanto o secretário do tesouro norte-americano, Timothy Geithner, alerta que o momento de agir é agora.
Os rumores são de que os bancos poderiam trocar seus títulos de dívida soberana por outros emitidos pelo Banco de Investimento Europeu, o qual seria capitalizado pelo EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira).
Ainda nesta manhã, o ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, animou os mercados ao afirmar que a equipe de inspetores dos credores da Grécia voltará a Atenas nesta semana e que o país receberá o empréstimo de €8 bilhões que precisa para evitar a o calote no próximo mês.
IOF mantido
Por aqui, a crise econômica internacional, principalmente na Grécia, não levará o governo a adotar novas medidas, entre elas uma mudança no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), afirmou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
“O governo não está preparando nenhuma medida. Tem gente falando que estamos, mas não estamos. Já tomamos as medidas necessárias e estamos fortalecendo a parte fiscal. Em relação ao dólar, houve exageros que foram coibidos e reduzidos. Portanto, não vamos nem temos previsão de mudar o IOF”, disse Mantega.
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Neste sentido o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou também nesta terça-feira que a autoridade monetária não hesitará em atuar novamente no mercado, via operações de swap, para garantir “o bom funcionamento do mercado de câmbio”.
“Mesmo o mercado mostrando um certo respeito pelas declarações do Governo, o movimento observado hoje está muito mais atrelado ao cenário externo do que às informações domésticas” afirma Felipe Pellegrini, gerente da mesa de operações do Banco Confidence.