Consultas ao SCPC crescem 5% em 2005, mas ritmo desacelera

Para a ACSP, as consultas caíram na virada do primeiro para o segundo semestre, mesma tendência do UseCheque

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SÃO PAULO – As consultas ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), cresceram 5% nos doze meses de 2005 na comparação com o ano passado, mas esse ritmo diminuiu na virada do primeiro para o segundo semestre.

De acordo com a Associação, durante o primeiro semestre as consultas haviam crescido 6,3% em comparação com os seis primeiros meses de 2004, mas, entre julho e dezembro, esse avanço não passou de 3,9%.

Para o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, o crédito ao consumidor aumentou as vendas dos bens duráveis, além da recuperação do emprego e da renda.

UseCheque

Quanto às consultas ao UseCheque, o aumento foi ainda mais modesto: 3,5% em comparação com o ano passado. Entre janeiro e junho o crescimento também já havia sido maior, ficando em torno de 4,4%.

“Apesar da recuperação nos últimos dois meses, as vendas dos bens não-duráveis predominaram”, explica Domingos. “É difícil avaliar as causas que levaram à desaceleração da economia, tendo em vista que desde junho o ano foi marcado por diversos acontecimentos na área política que afetaram especialmente as decisões de investimento”.

Juros altos e falta de investimento

O mau desempenho é atribuído, sobretudo, à política de juros altos do Banco Central e à falta de uma política que crie condições para investimentos internos e externos. O presidente diz que sem um “marco regulatório” adequado não haverá desenvolvimento das atividades empresariais.

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Para ele, o comércio é capaz de crescer até 4,5% em 2006 se as taxas de juros continuarem a cair. “As condições externas continuam favoráveis tanto para as exportações brasileiras como para a captação de recursos, mas as incertezas internas aumentaram”, alerta.

Mas a ACSP vai mais além. Ela acredita que os investimentos terão dificuldade para chegar se o País continuar abusando da tributação, da burocracia e da falta de regulamentação das Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Domingos também aponta a falta de infra-estrutura, as indefinições sobre as agências reguladoras, as divergências do governo e os escândalos de corrupção como outros fatores que, somados, podem impedir a captação de investimentos e contribuir para o atraso do crescimento do País.