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SÃO PAULO – Os principais índices de ações da Ásia terminaram o pregão desta sexta-feira (30) em queda, encerrando setembro com um dos piores desempenhos desde a crise. Exportadoras foram afetadas com a percepção de uma desaceleração forte do crescimento global.
O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em leve baixa de 0,01%, chegando a 8.700 pontos. Já o Hang Seng, que acompanha a Bolsa de Hong Kong, apresentou queda de 2,32% e atingiu 17.592 pontos, enquanto o benchmark Shanghai Composite, de Xangai, registrou perdas de 0,26%, aos 2.359 pontos.
Uma nova crise?
Apesar de o parlamento alemão ter aprovado a expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) na véspera, investidores continuavam inseguros quanto ao tratamento que seria dado a esse mecanismo de resgate.
Em Tóquio, exportadoras foram pressionadas pela percepção de que a demanda pelo mundo cairá com o desaquecimento das economias. As ações da Toyota, por exemplo, desceram 0,52%, enquanto as da tele KDDI perderam 3,42%, liderando a queda do índice.
No campo positivo, empresas energéticas foram beneficiadas pela estabilização do preço do petróleo nos mercados futuros. Papéis da JX Holdings, que reúne ativos do combustível e de mineração, subiram 1,38%.
Contração da atividade
Com o anúncio do PMI (Purchasing Managers’ Index) chinês do HSBC para setembro, que fechou em 49,4, indicando contração da atividade manufatureira, o Shanghai Composite fechou em seu pior nível nos últimos dois anos e meio.
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O mercado também mostrou tendência de fuga de posições acionárias antes da próxima semana, que configura feriado na China. Papéis domésticos, como os do Shenzhen Energy Group, que desceram 0,16%, foram os mais afetados.
| %Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nikkei | -0,01 | 8.700 | -2,85 | -14,94 |
| Hang Seng | -2,32 | 17.592 | -14,33 | -23,63 |
| Shanghai Composite | -0,26 | 2.359 | -8,11 | -15,98 |