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SÃO PAULO – A tendência é de redução na Selic até algo como 9,50% ao ano em 2012, destaca o economista-chefe da Banco Fator Corretora, José Francisco de Lima Gonçalves, no cenário traçado pelo banco para o mês que se encerra nesta sexta-feira (30). “Em setembro, acertamos o passo com o Copom (Comitê de Política Monetária) a respeito do ciclo de queda da Selic. Em agosto esperávamos fim da alta e baixa em outubro”, disse.
Aparentemente, para o economista, o desempenho global de setembro mostrou mais razão no Copom do que em seus críticos, apesar do “descolamento” do Brasil em relação ao resto do mundo.
Em relação as revisões de estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2011 e 2012, Gonçalves alerta que passou a ser geral. “Mesmo o Copom reduziu sua estimativa para 2011 para 3,5%, o Focus [relatório] anda em 3,51% e 3,7% para 2011 e 2012, respectivamente. Mantemos nossa projeção de agosto: 3,4% nos dois casos”. Sobre a política fiscal o economista destaca que para o cenário de inflação em 2012 e 2013 “se o mundo for desinflacionário, pesa pouco, se for deflacionário, pesa negativo”.
Câmbio
Na avalição quanto ao câmbio, Gonçalves reforça que é uma trajetória difícil de antever, uma vez que os níveis atuais são claramente afetados pela aversão ao risco. “Ou seja, o câmbio não volta aos níveis de R$ 1,60”, afirma Gonçalves. Segundo ele, o governo deve examinar com calma a revisão das tributações que buscaram evitar valorização adicional do câmbio em 2011, pois em certo prazo a pressão da incerteza prevalece. “Uma taxa em torno de R 1,67 parece ser compatível com as condições dos próximos trimestres, superado o momento agudo”, concluiu.