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SÃO PAULO – Se você está com passagem marcada para a Europa nas próximas férias de julho, certamente já deve ter começado a pensar como fazer para juntar o dinheiro necessário para a viagem. Diante da relativa desvalorização do dólar norte-americano frente à moeda única européia, o euro, qual das duas moedas vale mais a pena comprar?
Para quem não sabe, desde janeiro de 2002, doze países da União Européia passaram a adotar uma moeda única aceita em todos eles, que foi batizada de euro. Diante disso, o dólar deixou de ser a moeda preferida pelos viajantes à Europa, mas a valorização da moeda européia nesse ano de 2004 está levando alguns viajantes a considerar se não vale mais a pena comprar dólar e depois convertê-los por euro.
A aposta desses viajantes é de que o euro poderia perder espaço frente ao dólar nos próximos meses. Mas será que isso é efetivamente possível de acontecer? Abaixo discutimos um pouco a tendência para essas duas moedas, de forma a ajudá-lo na sua decisão, e evitar a perda dinheiro ao viajar para fora do país.
Tendência segue favorável ao euro
Dois fatores são os principais responsáveis pela queda do dólar frente ao euro: a menor confiança dos investidores estrangeiros na economia norte-americana e o baixo patamar da taxa de juro nos EUA.
Embora a economia norte-americana seja a maior do mundo, isto não significa que seja a mais sólida. Se o Brasil tem como um dos seus principais problemas o fato do governo gastar mais do que deve, o mesmo acontece nos Estados Unidos. Até 2001, os EUA tinham um superávit fiscal, mas depois da implementação da política econômica de George W. Bush, a situação mudou, com os EUA devendo gerar um déficit de cerca de US$ 500 bilhões este ano, pouco acima de 4% do PIB.
A combinação disso com um elevado déficit comercial e taxas de juros muito baixas (as menores em mais de quatro décadas) reduziu o interesse dos estrangeiros por ativos nos EUA. Isso é justificável, pois não somente o risco aumentou (com a pior situação fiscal e externa) como também a remuneração caiu (com juros mais baixos).
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Desta forma, embora não exista um consenso sobre quantos dólares serão necessários para se comprar um euro ao final de 2004, uma coisa é certa: para a moeda européia parar de subir, o dólar precisa da salvaguarda de melhores fundamentos na economia dos EUA.
Moeda única facilita
Além da possibilidade do euro seguir valorizado frente ao dólar existe outros fatores de natureza mais prática, como a comodidade de se utilizar uma moeda única ao viajar para vários países. No passado, qualquer viagem ao continente europeu, que envolvesse mais de um país, certamente acarretava complicações na hora de converter as moedas.
Em função de sua aceitação, a maioria dos brasileiros levava dólares, e trocavam a moeda norte-americana em cada país à medida que vão precisando. A variedade de moedas confunde a cabeça de qualquer um que não conhece bem os preços e as taxas de câmbio. Com a moeda única, o turista terá uma dor de cabeça a menos na hora de embarcar, e economiza, pois é preciso efetuar apenas uma conversão da moeda.
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O que levar?
A maioria dos bancos no país já trabalha com os cheques de viagem em euro desde 1999, e não será difícil encontrá-los. Além dos cheques, o turista pode levar um cartão de crédito internacional, mas todo o cuidado é pouco.
O importante é não descuidar, e exagerar nos gastos, já que ao pagar a fatura o câmbio pode ter se desvalorizado. Lembre-se que a fatura é calculada com base na taxa de câmbio do dia da sua emissão, e não com a taxa do dia da compra. Assim, se o real se desvalorizar frente ao euro, você corre o risco de ter que pagar bem mais pelas suas compras.
Quem adotou o Euro
Entre os países europeus que adotaram o euro estão a Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda e Portugal.
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Ficam de fora a Inglaterra, a Suíça, a Noruega, a Suécia, Dinamarca e os países do leste europeu, que não aderiram à União Européia, ou à moeda única.