Empresas aceitam parcelamento do reajuste de telefonia fixa

Impacto do repasse aos consumidores serão revelados na próxima semana, quando as empresas concluírem os cálculos

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SÃO PAULO – O consumidor irá pagar o aumento extra das contas de telefone deste ano em parcelas. Isso porque o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, obteve das concessionárias o compromisso de que não vão repassar de imediato os nove pontos porcentuais do reajuste das tarifas do ano passado.

O repasse não será feito no mês de julho

Ainda não foi estipulado o número de vezes que será feito o repasse e nem a data em que será cobrada a primeira parcela. O que se sabe é que o ministro assegurou que não haveria aplicação dessa diferença ainda em julho.

Para ele, um período de 30 dias é um prazo pequeno para a aplicação do ajuste, além disso, o consumidor ganhará financeiramente se o índice, que poderia ser aplicado agora, fosse aplicado daqui a 60 ou 90 dias.

Bolso do consumidor e inflação

De acordo com Oliveira, a intenção do governo ao negociar o parcelamento da diferença de reajuste é evitar que a aplicação desse porcentual maior tenha impacto na inflação e no bolso do cliente.

Até a próxima semana, as empresas pretendem fazer os cálculos para ver qual será o impacto do parcelamento nas suas contas e para o consumidor.

O ministro afirmou que não irá questionar a decisão da justiça, mas irá encontrar uma fórmula negociada de fazer o parcelamento.

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Reajuste baseado no IGP-DI

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou na terça-feira passada, dia 29 de junho o reajuste das tarifas de telefonia fixa para este ano. Comprovando a simulação feita pela agência reguladora, a cesta básica de telefonia fixa, composta pela habilitação, assinatura e pulso telefônico, sofreu um aumento médio de 6,89%.

Os índice é resultado do valor acumulado pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) nos últimos 12 meses menos o redutor de produtividade das empresas. Para se ter uma idéia do cálculo do reajuste, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 7,9%.

Como no ano passado foi aplicado o IPCA, que teve variação menor, a diferença entre os dois índices pode elevar o aumento para até 16,5% em média.