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SÃO PAULO – O sacrifício de dedicar parte do orçamento familiar para pagar um bom plano de saúde e poder contar com serviços de qualidade parece ser em vão, já que agora os pacientes que quiserem marcar uma consulta médica terão que esquecer que dispõe de um convênio e pagar diretamente aos médicos pela visita.
Remuneração dos médicos não foi atualizada
O prejuízo aos usuários se explica pelo fato de os médicos terem cumprido a promessa que fizeram no início do mês de suspender o atendimento aos convênios se não tivessem atendido o pedido de atualização da remuneração mínima paga para procedimentos.
A decisão de suspender o atendimento às seguradoras de saúde, entre elas, Sul América e Bradesco Saúde, aconteceu em assembléia realizada nesta quinta-feira, dia 22 de julho, em São Paulo. O motivo alegado foi que essas operadoras não quiseram negociar.
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Com a suspensão do atendimento em São Paulo, os pacientes terão de desembolsar, em média, R$ 42, valor sugerido na CBHPM. De acordo com o vice-presidente da APM, Jorge Carlos Curi, esse valor será adaptado de acordo com cada região.
Somente casos de urgência serão atendidos
De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), a suspensão é por tempo indeterminado e somente os casos de urgência serão atendidos.
A ampliação da suspensão para outros planos ainda não está descartada. Além disso, Curi adiantou que, caso outras seguradoras não negociem os valores cobrados atualmente, a paralisação no atendimento poderá ser maior.
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Procon-SP alerta sobre reembolso
O atendimento, segundo os médicos, será feito pelo sistema de reembolso, com a emissão de recibos para que os pacientes possam pedir o ressarcimento das despesas com consultas e outros procedimentos junto às empresas.
Segundo a Fundação Procon de São Paulo, os usuários prejudicados devem ficar atentos aos contratos para saber se poderão receber de volta o valor da consulta ou procedimento pagos diretamente aos médicos. A entidade ainda alerta que no caso de descredenciamento dos médicos, segundo o Procon-SP, as operadoras têm o dever de substituir o profissional por outro à altura.
A ampliação da suspensão para outros planos ainda não está descartada. Curi também adiantou que, caso outras seguradoras não negociem os valores cobrados atualmente, a interrupção no atendimento poderá ser maior.