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SÃO PAULO – O baixo poder aquisitivo, atrelado ao consumismo, pode piorar ainda mais a saúde financeira das pessoas, quando estas resolvem prolongar o pagamento de suas dívidas por muitos meses. Se você já acha complicado gerenciar as suas finanças pessoais e possui dificuldade para equilibrar o orçamento e fazê-lo render até o final do mês, é melhor ficar longe das compras a prazo.
Tamanho do risco é proporcional ao número de parcelas
Segundo os estudos nacionais da Serasa, quanto maior o número de parcelas que se faz, maior é o risco de se tornar um inadimplente. Isto porque, à medida que aumenta o prazo do cheque para compensação, as chances de que ele não tenha fundos cresce sensivelmente.
Muitas vezes, o fato de não ter dinheiro no momento, ou de já estar estourando o limite do cartão de crédito ou do cheque especial, leva as pessoas a optarem por pequenas parcelas, pensando que os valores mínimos mensais não irão pesar no bolso. Engano! Deve-se evitar a opção de parcelar uma dívida em muitas vezes.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Para se ter uma idéia de como é arriscado parcelar as suas compras, a probabilidade de um cheque emitido há mais de 180 dias voltar chega a ser 45 vezes superior a do cheque à vista.
Faça o seu planejamento financeiro
Se você possui uma reserva que foi poupada e que não irá comprometer os seus investimentos, vale a pena pagar à vista. Caso você cultive o hábito de fazer seu próprio planejamento financeiro e se comprometa a pagar regularmente a sua dívida, é viável dividir a sua compra em poucas vezes.
Mas, se você se enquadra no caso de consumistas descontrolados que financiam todas as compras e costumam se perder em meio a tantas pendências, o ideal é se manter longe das promoções enganosas. Pense antes de sair financiando o que não tem e, em vez de ceder ao impulsos do consumismo, estude as suas finanças e faça uma reserva durante alguns meses para comprar algo que deseje.
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Cuidado com as promoções enganosas
Um exemplo prático da ausência de planejamento é o caso do consumidor que divide em seis vezes o presente do Dia das Crianças, em outubro, e deixa de pensar que, em dezembro, haverá mais despesas com o Natal, e que, em janeiro e fevereiro, terá gastos extras com IPTU, IPVA, uniforme e material escolar. E o pior, não considera a possibilidade de acontecer algum imprevisto até terminar de pagar sua dívida.
O consumidor ansioso e desinformado sobre as desvantagens das compras a prazo é o público-alvo dos estabelecimentos comerciais. E, para fisgar os clientes, eles não hesitam em esticar os prazos para financiamento e não se importam em usar metodologias adequadas de análise de crédito, para conferir se a pessoa possui alguma pendência irregular ou se é capaz de pagar as prestações ao longo dos meses.