Custo de vida volta a subir em SP e aumenta 0,53% em outubro

Segundo Dieese, inflação volta a preocupar na capital paulista; transporte, saúde e alimentação foram os destaques

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SÃO PAULO – O custo de vida ficou mais alto para o paulistano em outubro. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese ), em estudo divulgado nesta quinta-feira, dia 04 de novembro, o Índice de Custo de Vida (ICV) para o município de São Paulo voltou a subir e registrou alta de 0,53%.

No período, a inflação medida pelo índice registrou um aumento de 0,24 ponto percentual em relação à taxa de setembro (0,29%). De janeiro a outubro a inflação acumulada é de 6,23%. Nos últimos 12 meses, a taxa situa-se em 6,84%.

Transporte, Saúde e Alimentação são os destaques

De uma maneira geral, o índice de outubro de 2004 foi pressionado pelo aumento dos preços dos itens Transporte, Saúde e Alimentação, que subiram, em conjunto, 0,44 ponto percentual.

Os gastos com Transporte (1,38%) contribuíram com 0,21 ponto percentual no resultado de outubro. O maior destaque foi no subgrupo individual, que variou 1,90%, graças ao aumento nos combustíveis (3,10%), principalmente no álcool (7,54%).

Outro grupo que registrou aumento foi o de Saúde (1,15%), em grande parte impulsionado, novamente, pelo subgrupo assistência médica, que variou 1,44%, com contribuição tanto para exames e convênios médicos, com aumento de 1,74%, e exames de laboratório, com 1,11%.

Alimentação também contribuiu

Graças ao peso que o item Alimentação tem na composição do ICV (26%), o impacto da variação de 0,25% contribuiu em 0,07 ponto percentuai para a inflação do mês. Apesar da deflação sofrida pelo grupo in-natura e semi-elaborados (-0,62%), as altas de indústria da alimentação (0,72%), e alimentação fora do domicilio (1,2%), contribuíram para a taxa positiva do item.

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No subgrupo in-natura, vale dizer, houve grande diferença nas variações de preço, com destaque para o aumento de 4,1% no preço das frutas, e quedas acentuadas nos preços de raízes e túberculos (-12,65%), legumes (-9,29%) e hortaliças (-5,89%).

Os itens equipamentos domésticos (0,55%) e vestuário (0,42%) contribíram levemente, apenas 0,02 ponto percentual cada um, para o aumento do índice. Eles foram impulsionados por móveis (0,76%), eletrodomésticos (0,49%), roupas (0,38%) e calçados (0,47%).