Consumidor está menos otimista em relação à economia do País, diz FGV

Em novembro, 12,4% dos consumidores disseram apostar na piora da economia; percentual era de 9,9% em outubro

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SÃO PAULO – Os consumidores estão cautelosos com a economia do País. Esta foi a constatação da Fundação Getúlio Vargas, que divulgou a Sondagem de Expectativas do Consumidor em relação ao mês de novembro, nesta quinta-feira (02). Coletados entre os dias 5 e 20 de novembro, os dados mostram que houve um arrefecimento no processo de recuperação da confiança do consumidor iniciado em julho deste ano.

Condições piores

A situação econômica do Brasil atual é melhor do que há seis meses para 15,9% dos entrevistados; em outubro, mais consumidores estavam satisfeitos: 17,2%. Em contrapartida, 21,7% das pessoas ouvidas pelas pesquisa disseram que atualmente o País está pior; pouco acima da taxa de 21,4% verificada no mês anterior.

Uma maneira de avaliar o cenário menos otimista é mensurar, em pontos percentuais, a distância entre os extremos das respostas. A diferença que era de -4,2 p.p. em outubro, passou para -5,8 p.p. em novembro.

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Em relação à situação econômica atual da família brasileira, a sondagem aponta queda no índice daquelas que melhoraram de vida em relação aos últimos seis meses. O índice recuou de 18,5% para 17,7%. Entre os que consideram a situação pior, houve redução do índice de 17,8% para 17% de outubro para novembro. Este último dado é o segundo menor da série histórica, iniciada em outubro de 2002.

A diferença entre as respostas positivas e negativas manteve-se praticamente estável em novembro, variando de 0,7 p.p., em outubro, para 0,6 p.p. no mês da pesquisa.

Expectativas para o futuro

Ainda de acordo com a sondagem realizada pela FGV, as expectativas em relação ao futuro se deterioram na comparação entre outubro e novembro. A parcela de entrevistados que apostam na melhora de situação econômica do País nos próximos seis meses caiu 2,5 pontos percentuais, de 45,8% para 43,3%.

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Já aqueles que esperam um cenário pior para este período, somaram 12,4% em novembro, fatia maior que os 9,9% registrados no mês de outubro. Segundo os pesquisadores, este indicador é o mais volátil do estudo, e sofre muita interferência do ambiente político e econômico do País.

No que se refere às expectativas em relação às compras de bens de alto valor nos próximos seis meses, 53,6% dos entrevistados acham que o consumo será menor, um patamar acima da parcela de 48,9% observada no mês anterior. Os números mostram que este indicador é um dos que mais se deterioraram no penúltimo mês do ano. Vale lembrar que bens de alto valor são imóveis, carros e eletrodomésticos, por exemplo.

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