BC deve reeditar campanha “Falta Troco?” em 2003

Campanha lançada em 2000 deve ser reeditada com intuito de estimular, principalmente, as crianças, a gastarem as moedas guardadas nos cofrinhos

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SÃO PAULO – Mesmo com as campanhas do Banco Central sobre a falta de troco, as pessoas não parecem estar dispostas a quebrarem os seus cofrinhos gerando problemas nos caixas das empresas, principalmente, dos estabelecimentos comerciais e dos transportes coletivos.

Campanha Falta Troco? deve se reeditada

Para tentar contornar esse problema, o BC deve reeditar a campanha “Falta Troco?” em 2003. A última campanha foi veiculada em 2000 através dos principais meios de comunicação, e até mesmo, em escolas públicas através de vídeos, com intuito de atingir as crianças, que aprendem desde pequenas a guardarem as moedas nos cofrinhos.

Em 2003, portanto, o BC pretende adotar a mesma estratégia, inclusive com a colaboração dos empresários do setor de comércio e dos transportes coletivos. Em Brasília, onde a primeira reunião sobre o assunto foi realizada, os empresários dos ônibus reivindicarem uma solução, pelo menos alternativa, para a falta de troco.

Nesse sentido, o BC transferiu do Rio de Janeiro, onde está instalada a Casa da Moeda, para Brasília, cerca de R$ 2,7 milhões de moedas de R$ 0,01; R$ 0,05 e R$ 0,10, que representam R$ 724 mil em moedas no total. Essas moedas seriam utilizadas pelas empresas de ônibus, visto que o problema da falta de troco foi agravado desde que a tarifa na cidade satélite foi elevada de R$ 1,70 para R$ 1,90.

Classes A e B guardam 40% das moedas de baixo valor

Segundo levantamento realizado pelo BC no último trimestre, as pessoas pertencentes às classes A e B, guardam em média 40% das moedas de valor mais baixo, geralmente, as moedas de R$ 0,01, R$ 0,05 e R$ 0,10. Atualmente, existem 8 bilhões de moedas em circulação no mercado, sendo que cerca de 6,24 bilhões são de valores até R$ 0,10.

No entanto, o estudo do Banco Central não revela qual parcela do estoque total de moedas se encontra entesourada. Mesmo assim, as estimativas do BC indicam que cada brasileiro carrega em média 46 moedas, o que significa que muitos brasileiros guardam mais moedas do que se imagina.

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Além do problema de troco, existe a questão do custo da fabricação das moedas para os cofres públicos. Quando o BC manda fazer moeda mais do que o necessário, ocorre um gasto desnecessário aos cofres públicos. E quanto mais baixo o valor da moeda fabricada, maior é o custo para o BC, por exemplo, no caso de uma moeda de um centavo, o BC gasta seis centavos na produção da moeda.