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SÃO PAULO – Na reunião entre os representantes das usinas de álcool com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira, dia 6, no Palácio do Planalto, ficou decidido que os usineiros se comprometeriam a reduzir o preço do álcool para os consumidores.
Usineiros se comprometem a reduzir preços
Nas últimas semanas, o preço do álcool passou a subir constantemente, e em algumas regiões, a diferença entre o preço da gasolina e do álcool passou a ser insignificante.
Os representantes das usinas anunciaram que o preço máximo para a venda do álcool anidro será R$ 1,00 por litro e para o álcool hidratado será de R$ 0,90 na região Centro-Sul, valor inferior aos R$ 1,20 e R$ 1,10, respectivamente, que estavam sendo comercializados nos últimos dias.
Além disso, os usineiros declararam que irão firmar contrato privado se comprometendo a produzir um determinado volume de álcool até o mês de abril, quando a nova safra agrícola começar. De acordo com o contrato, a produção deverá atingir cerca de 12,6 bilhões de litros, o que corresponde a um crescimento de 1,5 bilhão frente à produção da última safra.
Álcool deve equivaler a 60% do preço da gasolina
Na reunião, que contou com a participação do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, da Minas e Energia, Dilma Roussef e da Fazenda, Antonio Palocci, os usineiros se comprometeram a manter o preço do álcool em 60% do valor da gasolina. Além disto, decidiram antecipar a moagem da cana para o final de março, além de aumentar a oferta e as exportações de açúcar.
No encontro, a ministra Dilma Roussef juntamente com Agência Nacional de Petróleo (ANP) estudam iniciar um programa rigoroso de fiscalização do preço do álcool combustível para evitar novas distorções nos preços. Também deve ser discutida a criação de uma alíquota padrão do ICMS para incidir sobre o álcool, já que muitos usineiros alegam que os elevados custos com carga tributária são os responsáveis pelo aumento no preço de venda do álcool.
Maior oferta de álcool
Vale ressaltar que aqueles que descumprirem o acordo firmado entre as usinas e os sindicatos podem sofrer uma multa de 20%, acrescida de Letras de câmbio no volume inadimplente e o valor do custo de reposição. Algumas usinas estão estudando trazer álcool do Nordeste, aproximadamente 70 milhões de litros que juntamente com a liberação dos estoques deve reduzir a falta de álcool até março.
Em março, as usinas do Mato Grosso devem começar a entrar em operação e em abril devem entrar em operação as usinas do Centro-Sul, o que deve implicar num aumento de 300 milhões de litros no mercado. Atualmente, são consumidos em torno de 980 milhões de litros de álcool por mês.