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SÃO PAULO – Os casos de fraudes no país são cada vez mais freqüentes, e como não poderia deixar de ser, já envolvem papel moeda, ou seja, dinheiro em circulação. A informação é do próprio Banco Central, que alerta o comércio a investir mais tempo conferindo as notas que recebem.
Segundo informações do chefe do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, Luís Henrique Almeida Cabral, somente em janeiro deste ano foram identificadas 1.585 notas falsas de R$ 50 no país.
Inflação aumenta freqüência de uso das notas
Cabral lembra que o aumento da inflação na segunda metade do ano passado promoveu uma mudança de hábitos entre os brasileiros, que passaram a usar as notas de R$ 50 com maior freqüência. As notas, até então exclusivas para compras mais caras, começaram a circular com maior freqüência em estabelecimentos como padarias, posto de gasolina e farmácias.
Antes do aumento dos preços, como poucas pessoas usavam estas notas, os comerciantes sempre se certificavam de sua autenticidade, mas com o aumento do uso das notas de R$ 50, muitos deixaram de lado a prática, tornando-se vítimas fáceis dos fraudadores.
Nota nova de “dez” não sofre falsificação
Cabral também informou que dentre as notas em circulação as R$ 10 de polímero, que têm coloração azul, não têm sido alvo de fraudes. As notas que entraram em circulação em 2000 e 2001 são mais duráveis e difíceis de falsificar.
Aos pequenos comerciantes o representante do BC sugere que adotem uma postura mais conservadora nos pagamentos em dinheiro. Buscando diminuir o risco de inadimplência, muitos deles se esquecem de checar as notas que recebem, e podem acabar incorrendo em perdas ainda maiores, pois o inadimplente pode pagar com atraso, mas o fraudador certamente não paga nada.
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