Fragilidade dos Estados Unidos preocupa e risco-País sobe 27 pontos

Sessão viu apenas divulgação de Initial Claims e manutenção das taxas de juros europeias; Global 40 avança 0,11%

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País teve um aumento de 27 pontos-base nessa quinta-feira (4), alcançando 189 pontos. Esse movimento refletiu primordialmente os temores dos investidores de que a economia norte-americana não consiga se recuperar e entre novamente em recessão. 

Nessa sessão, houve fortes quedas dos investimentos considerados arriscados, como as bolsas de valores, mostrando que o mercado começa a acreditar nessa possibilidade. Isso se reflete no risco-País – e nos títulos de dívida externa brasileiros – visto que mesmo que dados mostrem a economia brasileira como mais saudável que a norte-americana, os investidores continuam a ver o mercado nacional como mais inseguro que o dos EUA.

Agenda econômica
Na agenda econômica, destaque para a divulgação do Initial Claims, indicador do número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na última semana, que superou positivamente o mercado. Um bom desempenho do relatório de emprego daquele país – a ser divulgado na próxima sessão – é chave para a recuperação das bolsas globais. 

Já na Europa, tanto o BoE (Bank of England) quanto o BCE (Banco Central Europeu) mantiveram inalteradas suas taxas básicas de juros. 

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,11% na noite desta quinta-feira, cotado a 137,70 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 189 pontos base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.