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SÃO PAULO – Com o forte aumento do preço do cacau no mercado internacional, as indústrias de ovos de Páscoa anunciaram no início do ano que os ovos chegariam cerca de 30% mais caros nas prateleiras dos supermercados, colocando em risco o faturamento das indústrias e dos supermercados na segunda melhor época do ano, depois do Natal.
Dessa forma, diante do atual cenário econômico, as indústrias decidiram recorrer à consultoria de pesquisa de mercado ACNielsen para avaliar o que os consumidores desejavam nessa Páscoa. A pesquisa revelou que o consumo de ovos de Páscoa varia de acordo com a região e a classe social dos consumidores.
Ovos de Páscoa são os preferidos dos consumidores
O levantamento revelou que os ovos de Páscoa são os produtos preferidos nessa época do ano na opinião de 30% dos entrevistados. Em seguida estão as caixas de bombons, coelhos e barras. Contudo, a única exceção na pesquisa ficou com a capital paulista, onde a produção de chocolate caseiro foi considerada a maior do país e a venda de barras de chocolate ficou empatada com a venda de ovos de Páscoa.
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Além disso, no ranking de preferências dos consumidores, o ovo tradicional ao leite disparou e ficou em primeiro lugar. A seguir estavam os ovos de chocolate branco, crocante e amargo. Outra surpresa da pesquisa foi o fato de que os moradores da região Nordeste e do Rio de Janeiro são os principais compradores dos ovos com brindes em seu interior. Nesses dois locais, o consumo desse tipo de produto é o maior do país.
O tamanho do ovo também é levado em consideração pelos consumidores, especialmente, das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Isso porque o preço do produto varia de acordo com seu tamanho, e nessas regiões, principalmente, o poder aquisitivo é bem inferior frente aos ganhos das demais regiões.
Classes A e B não abrem mão dos ovos maiores
Sendo assim, se o ovo é mais barato, as famílias conseguem comprar, pelo menos, um ovo de Páscoa, enquanto as empresas ganham vendendo em maior escala. Por outro lado, os consumidores pertencentes às classes sociais A e B não abrem mão de comprar ovos maiores, de 350 gramas a 500 gramas.
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Nas regiões Sul e Sudeste, que possuem as maiores proporções de consumidores das classes A e B, a venda de ovos com mais de 375 gramas é maior em relação às demais regiões. A pesquisa revelou que 68% dos ovos produzidos pelas indústrias de chocolate são consumidos pelos moradores da região sudeste.
Dessa forma, não é de surpreender que as indústrias de chocolate estimem faturamento da ordem de R$ 480 milhões com as vendas da Páscoa, bem acima dos R$ 360 milhões apurados no ano anterior. Mesmo com a redução na produção de 18,6 milhões de toneladas em 2002 para 18 milhões de toneladas em 2003, os dados são positivos, pois mostram que as indústrias estão conseguindo se adaptar ao novo cenário econômico.