Estudo identifica mudanças no hábito de consumo no governo Lula

Principal constatação é de que consumidor está consciente de que tem que aprender a conviver com a perda de poder aquisitivo

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SÃO PAULO – Batizado de “Sonhos de Consumo em Tempos de Mudança” o estudo da Agência de Marketing buscou identificar possíveis mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros durante os primeiros meses do governo Lula.

Estudo foi feito em duas etapas

O estudo foi dividido em duas etapas: uma qualitativa e a outra quantitativa. Na etapa qualitativa a Agência trabalhou com sete grupos de consumidores na tentativa de identificar mudanças de hábito de consumo decorrentes de mudanças na qualidade de vida, poder aquisitivo ou simplesmente aspirações de vida.

Na segunda etapa, de caráter quantitativo, foram conduzidas 1.300 entrevistas com consumidores em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A conclusão do estudo deve ser apresentada com maior detalhe em um seminário a ser realizado em agosto na cidade de São Paulo.

Segundo o sócio diretor da Agência, Guilherme Sztutman, os resultados obtidos pela pesquisa serão instrumentais na avaliação de estratégia de marcas e produtos nesta “nova era” da economia.

Consumir representa a “felicidade possível”

Ainda que os resultados finais da etapa quantitativa do estudo não tenham sido apresentados, na etapa qualitativa pode-se constatar que, entre os brasileiros que ainda vão às compras, consumir representa a chamada “felicidade possível”.

Segundo o levantamento, a maioria dos entrevistados afirma que o ato de consumir lhe ajuda a se destacar do resto das pessoas, além de compensar possíveis falta de afeto e ideais.

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Contudo, diante da perda de poder aquisitivo a maioria se sente culpada na hora de consumir. O estudo também constatou que o consumidor tem dificuldade de abandonar suas marcas preferidas, mas está mais disposto a experimentar outras marcas.

Adaptando-se ao novo padrão de vida

Segundo a pesquisa, a principal mudança no hábito do consumidor na era Lula é a constatação por parte da maioria dos entrevistados de que não é possível ganhar mais, de forma que a saída é deixar de perder poder aquisitivo.

Muitos se preparam para equilibrar suas finanças saindo do vermelho e repensando gastos de forma mais racional para evitar o consumo supérfluo. A intenção agora é consumir de maneira mais inteligente, de forma a ser capaz de poupar, ou quando preciso, quitar as dividas.

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O brasileiro parece ter constatado que é preciso aprender a conviver com a perda de poder aquisitivo, pois ela é uma realidade. Diante disto, aqueles que antes usavam sua inteligência para consumir mais beneficiando-se dos mecanismos de crédito facilitado alegam que agora pretendem usar sua capacidade para alcançar a tão almejada estabilidade financeira.