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SÃO PAULO – Diante do forte aumento das taxas de juros durante 2001 e 2002, a procura por consórcios imobiliários cresceu muito. Apesar do alto valor das prestações dos consórcios imobiliários, o segmento foi o que mais cresceu em 2002, cerca de 21,5%, segundo dados da Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios).
Apesar deste forte crescimento, a participação dos consórcios no mercado imobiliário ainda é relativamente limitada. Recentemente, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) fez um levantamento sobre a participação dos consórcios no mercado de compra e venda de imóveis usados.
Apesar de serem referentes apenas ao Estado de São Paulo, os dados dão uma boa noção da situação no país. A pesquisa envolveu 1.116 corretores em 37 cidades do Estado, incluindo a capital.
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Menos de 1% do mercado de imóveis usados
De acordo com a pesquisa, a participação dos consórcios neste mercado não chega sequer a 1%. Mais ainda, apenas 35% dos corretores imobiliários estão credenciados para trabalhar com consórcios, dos quais quase metade tem pouco ou nenhum conhecimento sobre o funcionamento dos consórcios.
Na opinião do presidente do Creci, José Augusto Viana Neto, o consórcio imobiliário é uma forma atrativa de se comprar uma casa, que só não é mais difundida pela falta de conhecimento das regras e vantagens que regem o setor por parte não só dos corretores, como também dos compradores de imóveis.
Para quem não tem pressa ou pode fazer lance
Para Viana Neto, os consórcios são particularmente atrativos para aquelas pessoas que já contam com algum tipo de reserva financeira, que pode ser usada para efetuar lances, e, com isto, reduzir o tempo para obtenção da carta de crédito.
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Além disto, os consórcios oferecem condições mais atrativas do que os financiamentos através do SFH, pois não são cobrados juros, e sim uma taxa de administração e outra de adesão, o que reduz os cistos da operação. Em contrapartida, nos financiamentos você obtém os recursos imediatamente, enquanto nos consórcios tem que esperar ser contemplado.
Exatamente por isto, os consórcios são indicados, sobretudo, para as pessoas que não têm pressa de obter sua casa própria, e que podem esperar pela contemplação. Mas também são atrativos para quem não quer desembolsar muito com o pagamento de juros.
O presidente do Creci acredita que o potencial de crescimento da participação dos consórcios na venda e compra de imóveis usados é bastante grande, bastando para isto que se faça um esforço de aumentar a informação não só entre os corretores, como também entre os potenciais compradores.
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Autos ainda domina o setor
Com cerca de três milhões de participantes, o sistema brasileiro de consórcios ainda é muito concentrado no segmento de automóveis, mas a tendência no médio-longo prazo é de forte crescimento em outros segmentos, como o imobiliário.
Para se ter uma idéia, dados da Abac indicam que no primeiro semestre deste ano, enquanto a venda de cotas de consórcios imobiliários aumentou 28%, a de consórcios de autos cresceu cerca de 12%.
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Apostando nesta tendência, o tradicional consórcio Primo Rossi, responsável pela distribuição de mais 80 mil carros desde 1966, começa a abrir novas frentes de negócios, dentre elas a de administração de iniciativas de terceiros.
Através do Projeto Aliados lançado recentemente, a administradora Primo Rossi oferece sua experiência na criação e no gerenciamento de consórcios a outras empresas que tenham produtos adequados à venda pelo sistema de condomínio.