Saindo da tempestade, bolsas iniciam semana buscando recuperação

Aversão generaliza ao risco parece ceder e volatilidade segue mesmo caminho; Alemanha sinaliza acordo sobre eurobonds

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SÃO PAULO – Depois de uma semana com nervosismo à flor da pele, a segunda-feira (15) parece começar mais amena para as principais bolsas internacionais. Por ora, os principais índices acionários europeus registram leve alta, bem como o pré-market norte-americano. Porém, o fato de maior relevância não é a trajetória positiva, mas sim o recrudescimento da animosidade e, consequentemente, da volatilidade.

“No front internacional, os indicadores de aversão ao risco global voltaram a sinalizar leve alívio nos mercados de renda fixa e de renda variável”, aponta Marco Melo, head de análise e pesquisa da Ágora Corretora. “A Agenda econônomica da semana que se inicia reserva importantes indicadores de inflação nos EUA”, completa.

Melo refere-se à divulgação, dos indicadores PPI na quarta-feira e CPI, na quinta, que avaliarão respectivamente a variação dos preços ao produtor e ao consumidor no mês de julho. Entretanto, o próprio analista reconhece que, “todavia, a tendência natural é de uma maior acomodação da volatilidade”.

Europa acalma-se e Alemanha sinaliza acordo
Quanto à Europa, outro olho do furacão fiscal que pressiona o mercado, a agenda do dia é relativamente leve, com destaque para a divulgação por parte do BCE (Banco Central Europeu) do balanço de títulos comprados de Espanha e Itália na última semana como forma de acalmar investidores.

Sob um prisma mais amplo, intensifica-se na Europa o debate ao redor da emissão de eurobonds.  Segundo Jens Peter Sørensen, analista chefe do Danske Bank, a Alemanha está sendo pressionada a adotar títulos comuns da dívida do bloco e não oferece mais tanta objeção à proposta como recurso ao risco de quebra do euro como moeda única.

Petro no radar
Por aqui, a bolsa brasileira deve seguir vulnerável um eventual novo acirramento da volatilidade enquanto busca recuperar-se do tombo superior a 9% que acumula desde o início de agosto, porém, na medida em que a aversão generalizada ao risco cai, surge espaço para que peculiaridades locais ganhem maior peso.

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Com isso, a safra de resultados doméstica volta ao centro do radar com destaque para Cemig (CMIG4) e Hypermarcas (HYPE3) ao longo do dia, mas, principalmente, Petrobras (PETR3,PETR4), que apresentará seu desempenho do segundo trimestre logo após o fechamento do pregão regular.