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SÃO PAULO – A Cemig (CMIG4) apresentou resultados trimestrais na última sexta-feira (12) mostrando números que foram avaliados positivamente por parte do mercado – como Concórdia e Coinvalores – ou avaliados negativamente – pela Itaú Corretora.
De acordo com a Concórdia, a baixa fraca de comparação colaborou para que os números fossem mais expressivos, lembrando que o Ebitda (geração operacional de caixa) teria ficado estável, caso não fosse o acordo da companhia com a Rima Industrial no segundo trimestre de 2010.
A corretora também lembra que parte dos gastos operacionais da companhia estão na aréa de distribuição da companhia não-gerenciáveis, as quais só se pode recuperar através de reajustes tarifários – os quais a companhia obteve aprovação para ajustar em abril, e só serão integralmente refletidos no próximo trimestre.
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Itaú desapontado, mas empresa ainda é bom investimento
Contudo, Marcos Severine, analista da Itaú Corretora, chama a atenção para o fato de que os custos de compra de gás e transmissão levaram os custos não gerenciáveis à elevarem, prejudicando o resultado.
Contudo, o analista também ressalta a relação dívida/Ebitda da companhia – que por apresentar relação de 2,3 – se encontra em um ponto confortável. Assim, ele acredita que a companhia terá performance acima da média do mercado, com preço justo de R$ 42,40 – 56,46% de a potencial teórico de valorização frente o fechamento de sexta-feira (12).
Já Marco Saravalle, da Coinvalores, lembra que a companhia possuí boa perspectiva de crescimento. “É uma empresa que investe bastante em sua expansão”, afirma, reiterando a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 37,00, 36,53% de valorização projetada frente à mesma base de comparação.
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Por sua vez, a Concórdia lembra que a companhia é uma das suas favoritas para o setor elétrico, contando com preço-alvo de R$ 41,27 para os papéis da estatal mineira, 52,29% de valorização potencial teórica frente o último fechamento.