Dólar segue movimento de queda da véspera e sai cotado a R$ 1,5835

Especialistas esperam volatilidade ao longo do dia; Suíça é destaque no cenário internacional e tenta conter valorização do franco

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SÃO PAULO – O dólar abre os trabalhos desta quarta-feira (17) em queda de 0,46%, cotado a R$ 1,5835. No mercado de câmbio, ganha destaque o noticiário vindo da Suíça, que luta para reduzir a valorização do franco, eleita a moeda mais segura nesta crise. Este movimento se dá em virtude da recessão observada nos EUA e na Europa nos últimos meses.

O banco central da Suíça (SNB, na sigla em inglês) prometeu intensificar os esforços para enfraquecer o franco suíço, o que será feito por meio da injeção de moeda local no sistema.

Por aqui, e para os economistas do Bradesco, o cenário desta quarta ainda será muito semelhante ao apresentado na véspera. “O dólar deverá perder valor frente às demais moedas, levado pela ligeira diminuição na aversão ao risco, o que esperamos que imponha um dia de apreciação do real”, acreditam.

Os porquês do movimento
Para o economista Sindei Nehme, da NGO Corretora de Câmbio, a terça-feira apontou continuidade do fluxo dos recursos de exportações que estavam depositados no exterior, o que gerou liquidez no mercado físico a vista e determinou o recuo do preço da moeda americana.

“Contudo, a posição “vendida”  líquida dos hedge funds no mercado de derivativos é um fator que, em perspectiva, poderá por pressão no preço da moeda americana quando ocorrer movimento de zeragem, mas, momentaneamente, os “players” parecem estar sustentando seus posicionamentos, aguardando o desenrolar dos acontecimentos”, explica Nehme.

Assim, segundo o economista, a taxa cambial decorre diretamente do próprio fluxo que ocorre no mercado físico a vista podendo ocorrer volatilidade mais intensa ao final do mês.

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Indicadores
Na agenda doméstica, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que apontou variação positiva dos preços de 0,41%.

Já na pauta econômica dos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho reportou o PPI (Producer Price Index) índice de preços no atacado, ou seja, preços cobrados pelos produtores. O indicador registrou alta de 0,2% durante o período, frente às expectativas do mercado de estabilidade, enquanto em junho, o registrado foi de -0,4%.

Também por lá, será divulgado o relatório de estoques de petróleo, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration).