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SÃO PAULO – Em sessão em que apenas sete ações da carteira teórica do Ibovespa fecharam em alta, o benchmark da bolsa brasileira fechou o pregão com forte queda de 3,52%, aos 53.134 pontos, refletindo os sinais negativos emitidos pelas economias internacionais. No intraday, o índice de ações chegou a cair 5,13%. O giro financeiro foi de R$ 6,930 bilhões.
O índice acompanhou o mau humor das bolsas internacionais, que reagiram mal à revisão negativa da expectativa de crescimento global do Morgan Stanley, alertando ainda que a economia global está perigosamente perto de uma recessão. Reforçando os temores de retrocesso econômico, o The Wall Street Journal disse que o Federal Reserve e órgãos reguladores estão intensificando a supervisão das subsidiárias dos maiores bancos europeus nos EUA, com a preocupação com a capacidade dos bancos de financiar empréstimos e cumprir suas obrigações no país.
A agenda da principal economia do mundo também decepcionou, com os investidores recebendo números piores que o esperado no mercado de trabalho, na indústria e no setor imobiliário. Por fim, o mercado ainda recebeu mal o anúncio do banco francês Société Générale, que cortou o preço-alvo dos ADRs da Vale. Os papéis da mineradora responderam com forte desvalorização.
Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações da Marfrig, que despencaram 8,02%, ficando na lanterna do Ibovespa nesta sessão, cotadas a R$ 8,37.
Já na ponta positiva, o destaque ficou por conta das ações da Souza Cruz, que lideraram com folga os ganhos do índice com alta de 2,54%, fechando na máxima do dia de R$ 18,20.
Agenda
No Brasil, o IGP-10 registrou taxa de inflação de 0,20% em agosto, resultado 0,32 ponto percentual maior que o apurado em julho, segundo dados da FGV.
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Nos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana, de 408 mil novas solicitações, veio pior do que as expectativas do mercado. Já os dados do CPI também decepcionaram, após o índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA registrar inflação de 0,5% em julho, contra +0,2% projetados pelo mercado, enquanto o Core CPI, que exclui os itens mais voláteis, como energia e alimentação, teve avanço de 0,2%, em linha com o esperado.
No setor de construção civil, o Existing Home Sales mostrou que as vendas de casas usadas em julho atingiram o patamar de 4,67 milhões de casas, número inferior às expectitivas do mercado. Ainda entre os indicadores norte-americanos, o nível de atividade industrial na região da Filadélfia, de 30,7 pontos negativos, veio pior do que o esperado para agosto. Enquanto isso, o Leading Indicators registrou variação positiva de 0,5% no mês de julho, frente avanço de 0,2% esperado.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 1,14%, cotado a R$ 1,602 na venda. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6062 na venda, alta de 1,47% frente ao último fechamento.
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O Banco Central voltou a realizou um leilão para compra de dólares no mercado à vista. A operação ocorreu entre as 15h40 (horário de Brasília) e 15h45, com taxa de corte de R$ 1,6025.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, As taxas dos principais contratos de juros futuros taxas dos principais contratos de juros futuros recuaram nesta quinta-feira, principalmente os contratos mais longos. O contrato de juros de maior liquidez nesta sessão, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 11,49%, 0,24 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável em relação ao fechamento anterior, a 137,71% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País fechou em alta de 11 pontos-base, aos 214 pontos.