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SÃO PAULO – Depois de várias idas e vindas, que envolveram inclusive veto do presidente Fernando Henrique Cardoso, o reajuste dos combustíveis devem realmente acontecer neste final de semana. Na última sexta-feira o presidente havia vetado o aumento alegando que nem ele nem o presidente da própria Petrobras, Francisco Gros, estavam cientes da decisão. O último comunicado do Governo afirma que o presidente concorda com o reajuste, mas pediu para que a Petrobras refaça os cálculos de forma a reduzir o percentual dos atuais 2,28% anunciados.
Presidente da Petrobras esqueceu de avisar FHC
Segundo o ministro de Minas e Energia, Jose Jorge, o assunto já havia sido discutido há cerca de 10 dias, o que ocorreu foi uma falha de comunicação na última sexta-feira (15/02) entre Francisco Gros, presidente da Petrobras, o ministro Pedro Parente e o presidente Fernando Henrique Cardoso.
O presidente teria ficado furioso em função do reajuste por julgar que nem ele ou outro membro da diretoria da Petrobras teria participado da decisão. No entanto, após afirmação do próprio presidente da Petrobras, Francisco Gros, tudo havia sido resolvido dentro da empresa juntamente com os ministros Jose Jorge e Pedro Parente na sexta-feira antes do carnaval. Contudo, todos os envolvidos se esqueceram de avisar o presidente Fernando Henrique.
Liberação dos combustíveis importados influencia remarcação dos preços
Desde o dia 1º de janeiro novas regras passaram a vigorar para o cálculo do reajuste dos combustíveis, como a liberação dos combustíveis importados, que inclusive foi utilizada como argumento por José Jorge para a liberação do reajuste da gasolina. Com a entrada dos produtos estrangeiros no mercado, o preço do combustível ficará a critério dos técnicos da Petrobras sem que com isto seja necessária qualquer intervenção do Governo.
Para o consumidor isto significa que flutuações do preço do barril do petróleo no mercado internacional ou do câmbio no mercado doméstico poderão implicar em novos reajustes do preço dos combustíveis. Por isto é preciso se acostumar com a nova situação e preparar o bolso para eventuais altas do dólar ou do petróleo.
Apesar disso o novo reajuste não parece justificável visto que o consumidor ainda não se beneficiou do repasse integral da redução de 25% no preço cobrado às refinarias. Depois de muita pressão Governamental alguns postos começaram a repassar este desconto, mas este repasse mal havia começado e a Petrobras já anunciou um novo aumento. Como sempre acontece as reduções no preço demoram a ser repassadas para o consumidor final, o que já não acontece com os aumentos. Mais uma vez não resta ao consumidor nada além de apertar mais uma vez o cinto e enxugar o orçamento para absorver a nova alta dos combustíveis.
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Aumento para o consumidor pode chegar a 2,28%
Como os postos ainda não repassaram integralmente ao consumidor a redução, em janeiro deste ano, de 25% do preço do combustível para as refinarias é possível que alguns optem por não aumentar os preços para o consumidor. Entretanto, caso decidam em favor do aumento este deverá ser praticado a partir de segunda-feira desde que fique entre 1,68% e 2,28%. De acordo com a última pesquisa de preços feita pela Agência Nacional de Petróleo, ANP, o preço médio da gasolina é de R$ 1,497 em São Paulo e de R$ 1,496 no Rio.
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