Genéricos: forte crescimento do setor atrai fabricantes estrangeiros

Já existem 500 registros de medicamentos genéricos, dos quais 305 já estão disponíveis nas farmácias e drogarias

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SÃO PAULO – O mercado brasileiro de genéricos está crescendo e atraindo novos fabricantes. Esta é a constatação da agência responsável pelo setor, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De acordo com dados da Anvisa, a procura por medicamentos genéricos aumentou 11% em janeiro, frente a um crescimento bem menor do mercado, de apenas 6,8%.

Aumenta interesse estrangeiro

O aumento da procura por este tipo de medicamento está levando algumas fabricantes multinacionais de genéricos a tentar se estabelecer no país. Atualmente existem vinte e nove laboratórios aprovados no site da Anvisa para fabricar este tipo de medicamento, isto sem contar a gigante canadense Apotex, que já tem autorização para fabricar nove medicamentos, e da alemã Hexal, que deve abrir uma fábrica no Paraná.

Segundo a coordenadora de medicamentos genéricos da Anvisa, Vera Valente, o aumento do interesse pelo país demonstra o sucesso da política de genéricos no país. Contudo, é possível que ocorra uma reorganização do mercado de forma que somente as empresas que investirem na modernização sobrevivam.
Para Valente, a Anvisa tem motivos de sobra para comemorar, pois as principais metas estipuladas pela agência estão sendo atingidas, que eram de aumentar a variedade de medicamentos para os consumidores com preços mais baixos e aumentar a concorrência no setor a fim de forçar a redução dos preços dos medicamentos.

Guerra de preços no setor farmacêutico

Atualmente já existem 500 registros de medicamentos genéricos, dos quais 305 já estão disponíveis nas farmácias e drogarias, e o restante deve chegar ao mercado daqui a dois meses. De acordo com a coordenadora da Anvisa, os genéricos atendem aproximadamente 60% dos casos de prescrição médica, principalmente problemas ligados à diabete, doenças cardíacas e hipertensão.

A Anvisa afirma que atualmente é possível encontrar medicamentos referenciais mais baratos que os próprios genéricos e estima que houve uma redução em média de 45% dos preços dos remédios tradicionais em relação aos genéricos. Um exemplo seria o medicamento para hipertensão Renitec, produzido pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, que chegou a custar menos que o genérico, em algumas farmácias.

Os medicamentos genéricos entraram no mercado brasileiro há dois anos, com o intuito de aumentar a concorrência no setor e desse modo forçar os grandes laboratórios a reduzirem os preços dos seus medicamentos. Por determinação judicial os medicamentos genéricos devem ter a mesma função que os remédios que servem de referência, no entanto os genéricos devem custar 40% a menos do que os referenciais.

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Como os grandes laboratórios alegam que as pesquisas consomem grande parte das suas verbas em pesquisa alegam que é por isto que o custo dos medicamentos é tão elevado. Contudo, a entrada dos genéricos no mercado farmacêutico, forçou muitas empresas a reduzir seus custos de forma a tornar seus produtos mais competitivos frente aos genéricos.

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