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SÃO PAULO – Em meados de fevereiro de 2002 a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou que estava estudando a possibilidade de uma parceria com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac). A parceria teria como objetivo a venda de cotas de consórcios imobiliários, o que tornaria possível o lançamento do projeto de forma mais rápida.
A entrada da Caixa no setor de consórcios imobiliários deve contribuir para a maior credibilidade a esta modalidade de financiamento. Por sua vez, a Caixa seria beneficiada pela viabilidade do projeto, pois com a parceria não seria necessário criar uma empresa especifica para tratar dos consórcios.
Uso de FGTS deve impulsionar setor
No início de março o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou o uso do FGTS em consórcios imobiliários. Atualmente já é possível usar os recursos do FGTS para complementar os recursos da carta de crédito, recebida quando o cliente é sorteado ou efetua um lance bastante alto. Com as novas regras, os participantes de consórcios poderão usar os recursos do FGTS também para efetuar os lances, sendo que será possível usar apenas parte ou todo o saldo disponível no fundo.
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De acordo com informações da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), o setor aposta que a regulamentação do uso do FGTS nos consórcios imobiliários deve ser divulgada ainda na primeira metade de maio. De acordo com a presidente da entidade, Consuelo Amorim, as novas regras poderão ser aplicadas tanto para os novos consórcios quanto para os antigos.
Na opinião de Amorim, a liberação do uso do FGTS deve impulsionar ainda mais o setor, que tem registrado um bom crescimento desde o ano passado, somente nos dois primeiros meses de 2002, o número de quotas vendidas no segmento de imóveis cresceu 27,9% em relação a igual período de 2001. Na opinião da ABAC, o uso de FGTS ajuda os consorciados na hora de efetuar lances, já que para a grande maioria dos participantes é muito difícil conseguir poupar ao mesmo tempo em que paga as prestações do consórcio.
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