Planos de saúde: ANS descarta reajuste de 15%

ANS descarta reajuste acima da inflação, que em 2001 ficou em cerca de 10%, e confirma que perdas com a dengue não serão consideradas

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SÃO PAULO – Na última quarta-feira, surgiram rumores de que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) estaria estudando a concessão de um novo reajuste nos planos de saúde. O reajuste seria concedido apenas para os planos que não foram aumentados nos últimos 12 meses, e o percentual em estudo seria de 15%.

ANS nega reajuste acima da inflação

Apesar de não descartar a possibilidade de novos reajustes nos planos de saúde, a ANS descartou a possibilidade do reajuste ficar em 15%, como pediam as operadoras de planos de saúde. A ANS lembra que o reajuste visa recompor as perdas das operadoras nos últimos 12 meses, e, portanto, um reajuste acima da inflação não se justifica.

Como a maioria dos índices de inflação do país, a inflação no período não ultrapassou os 10%, o mais provável é que a ANS conceda um reajuste desta magnitude, bem abaixo dos 15% exigidos pelas operadoras.

A Agência afirmou que não divulgará qualquer reajuste antes de concluir seus estudos técnicos. A expectativa é que os estudos sejam concluídos em maio, época em que a ANS divulgará sua política de preços para o período de 2002-2003.

Dengue não será incluída no reajuste

Além disso, a ANS voltou a lembrar que o cálculo do percentual de reajuste não pretende incluir os gastos das operadoras com a dengue. Em fevereiro, as operadoras pediram a ANS para reajustarem suas mensalidades diante da epidemia da dengue.

O pedido foi recusado pela ANS, que não considerou a situação como epidemia, e que lembrou, na época, que a única possibilidade de negar um atendimento deste tipo seria se fosse constatado estado de calamidade da doença, o que não chegou a acontecer no caso da dengue.