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SÃO PAULO – De acordo com o calendário do Banco Central, o piso da TED (Transferência Eletrônica Disponível), deve cair gradativamente dos atuais R$ 5 milhões para apenas R$ 5 mil em agosto. Buscando cumprir este calendário, a partir de segunda-feira, dia 13 de maio, o novo piso da TED passa a ser R$ 1 milhão.
TED é mais vantajosa que os DOCs
A TED, novo meio de pagamentos introduzido no último dia 22 de abril, quando entrou em vigor o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), permite a transferência de dinheiro em tempo real, sendo muito mais rápida que o DOC.
Em geral as transações via DOC demoram pelo menos um dia para serem concluídas, com a redução gradativa do piso da TED a expectativa é que os DOCs caiam em desuso. Como a partir de agosto, o BC estipulará depósitos compulsórios de 100% sobre o volume médio diário de cheques e DOCs a partir de R$ 5 mil para os bancos que não reduzirem o piso da TED para esse valor, a expectativa é que os bancos passem a desestimular os cheques e DOCs em favor das TEDs.
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A própria Febraban (Federação Brasileira de Bancos) estima que a porcentagem de cheques compensados de valores acima de R$ 5 mil deverá cair de 80%, na implantação do SPB, para 20% no início do próximo ano. Em relação aos DOCs, o volume deverá cair mais rapidamente, de 50% para 3% em janeiro de 2003.
Bancos querem acabar com piso em julho
De acordo com a Febraban (Federação Brasileira das Associações dos Bancos), a meta dos bancos é acabar com o piso do TED (Transferência Eletrônica Disponível) até julho deste ano, antes, portanto, do prazo estabelecido pelo Banco Central que era de que o piso caísse para R$ 5 mil em agosto.
Ao estipular a meta de acabar com o piso da TED, os bancos não só auxiliarão a implantação do novo SPB, como também escaparão das penalidades impostas pelo Banco Central para as instituições que não reduzirem o valor mínimo da transferência eletrônica até agosto.