Traveller checks facilitam viagem do torcedor na Copa

Para quem for ver o Brasil jogar de perto, cheques de viagem ainda são a melhor opção de pagamento. Opção deve ser pelos cheques em moeda local

Publicidade

SÃO PAULO – Ver a seleção brasileira entrar em campo bem de pertinho, ao contrário do que diz a propaganda do cartão de crédito, tem seu preço. Aliás, muito salgado. O custo dos pacotes incluindo ingressos e passagem aérea varia entre R$ 11 mil a R$ 18 mil, fato que afugentou muitos turistas brasileiros da Copa nesse ano. É claro que os mais afortunados, que não se importam de gastar o preço de um carro popular em alguns dias de diversão, darão força à torcida verde-amarelo nos estádios durante as
partidas.

É importante não esquecer que os preços acima se referem aos pacotes turísticos, que incluem apenas a acomodação com café da manhã, a passagem aérea, os
ingressos e os traslados. Quem for à Copa ainda terá que gastar uma quantia razoável com as demais refeições, o que vai acabar encarecendo ainda mais o custo da viagem. Para os gastos adicionais, com comida e pequenas compras, o que é mais vantajoso levar?

Dólares, ienes, cartões de crédito, ou cheques de viagem? Na verdade, todos esses meios de pagamentos podem ser interessantes durante a viagem, mas os
cheques de viagem, ou traveller checks, são a melhor opção para o turista na Copa.

Segurança

A grande vantagem dos cheques de viagem está relacionada à sua segurança. Carregar os travellers na mochila garante uma enorme tranqüilidade para quem está viajando em qualquer lugar do exterior. Não é preciso se preocupar com
assaltos, perdas ou qualquer outro contratempo que possa ocorrer durante a viagem. O torcedor Luis Carlos de Abreu, que esteve no mundial na França em 1998,
relata que o passeio só deu certo por causa dos benditos cheques. “Estava em Paris com minha mulher e ela esqueceu a bolsa no ônibus depois de uma partida,
e perdemos US$ 2 mil em travellers“, explica Luis Carlos. “Por sorte os documentos estavam em outro lugar”.

Assim que um viajante é roubado ou perde seus cheques, ele é obrigado a comunicar a central de atendimento do ocorrido. Em muitos casos, a ligação é atendida em
português, como aconteceu com a estudante Vanessa de Souza, que foi roubada em Londres em 1999, quando fazia um curso na cidade. “Liguei para a Citicorp e
imediatamente uma atendente de Portugal foi conversar comigo. Nessas horas é sempre bom ouvir alguém falando português”, conta.

A Citicorp, empresa que controla o Citibank, que emitiu os cheques de Vanessa, demorou cerca de 48 horas para mandar os novos travellers após o telefonema. Além da segurança, outra facilidade é que os cheques são aceitos em hotéis e lojas de departamentos, e podem ser trocados sem maiores dificuldades em bancos e casas de câmbio. Mediante a apresentação do passaporte, o turista consegue
transformar seus travellers em dinheiro vivo na mesma hora.

Continua depois da publicidade

Iene ou dólar?

Normalmente, para qualquer viagem internacional, os brasileiros têm o costume de levar consigo cheques de viagem em dólar. A moeda norte-americana, amplamente
aceita em qualquer lugar do planeta, é a opção mais procurada. No entanto, quando o turista precisa trocar os travellers em dólar por uma outra moeda,
acaba perdendo mais uma vez na conversão. Portanto, quando a viagem terá um destino já determinado, pode compensar bastante adquirir os cheques na moeda
local.

Se o Japão for o único destino do torcedor brasileiro, a melhor pedida é comprar cheques diretamente em ienes. No Brasil, apenas a American Express opera na moeda
japonesa, e avisa que os valores dos cheques são de 10 mil, 20 mil ou 50 mil iens, que equivalem a 97, 194 e 485 dólares. A compra pode ser feita no Banco do Brasil (BB) e no Bradesco, sendo que o valor máximo por compra para correntistas do BB é de US$ 10 mil, ao passo que os não-correntistas podem comprar apenas US$ 3 mil de cada vez.

Cartões de crédito

Além dos cheques de viagem, recomenda-se levar também um cartão de crédito internacional para a Copa do Mundo. No Japão e na Coréia do Sul, os grandes hotéis,
lojas de departamento e restaurantes aceitam as bandeiras Visa, Mastercard, American Express e Diners Club. Por outro lado, aqueles acostumados a sacar
dinheiro em caixas eletrônicos com o cartão de crédito ficaram impossibilitados de realizar saques nos países da Copa. A maioria dos caixas eletrônicos não aceita
cartões de crédito emitidos no exterior.

Continua depois da publicidade

Obviamente, é sem bom ter na carteira algo em torno de US$ 200 em moeda local antes de embarcar para o Oriente, com a finalidade de fazer pequenas compras no
aeroporto ou após o desembarque. Em situações de emergência, ter a moeda do país na mão é garantia de maior liquidez, poder de compra e de barganha.