Remédios: laboratórios pedem reajustes de preço

Segundo informações da Anvisa os pedidos de reajustes chegam a 486%. Abifarma afirma que pedido não reflete posição da Associação

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SÃO PAULO – Buscando recompor as perdas com a alta do dólar, que nos últimos 30 dias já chega a 7,73%, alguns fabricantes de medicamentos estão reivindicando junto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reajustes nos preços de alguns medicamentos. No total são vinte e oito laboratórios que pedem reajustes de seus produtos.

Reajustes de até 486%

Os laboratórios justificam os reajustes alegando que a alta do dólar acaba aumentando o custo das matérias primas e das embalagens usadas nos medicamentos. Os reajustes pedidos variam entre 0,79% mas chegam a até 486% em alguns casos.

Por sua vez, a Anvisa já afirmou que dificilmente o governo concederá novos reajustes além daquele já concedido em janeiro deste ano e que ficou em 4,32%. Já a Abifarma ( Associação Brasileira de Indústria Farmacêutica) alega que os pedidos de reajustes são isolados e que não existe qualquer reivindicação de um aumento unificado. Na visão do presidente da Abifarma, Ciro Mortella, os pedidos de reajuste não refletem a posição oficial da Associação.

Idum é contra reajuste

O presidente do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum), Antônio Barbosa, vai ainda mais além e aconselha aos consumidores de se posicionarem contra qualquer tipo de reajuste. Na opinião de Barbosa, alguns medicamentos já são vendidos com preços superfaturados, daí a explicação para tanta diferença de preço entre medicamentos de mesmo princípio ativo. Para o presidente do Idum o mais justo seria um reajuste diferenciado dependendo do princípio ativo usado na fabricação do medicamento.

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