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SÃO PAULO – As vendas no varejo tiveram um bom desempenho em junho, é isso o que mostra os dados da pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo os dados do UseCheque, que mede o número de vendas à vista, em junho as vendas apresentaram um aumento de 6,6% frente ao mesmo período do ano passado. Já na comparação com o mês de maio, as vendas à vista recuaram 0,1%.
Vendas poderiam ter sido melhores
Em contrapartida, as vendas a prazo continuam fracas. De acordo, com os dados do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), as vendas a prazo recuaram 0,6% em junho frente ao mesmo período do ano passado e 6,6% na comparação com o mês de maio.
Apesar disso, para o presidente da ACSP, Alencar Burti, o resultado pode ser considerado favorável, visto que as vendas acabaram sendo beneficiadas pelo clima de Copa do Mundo. As vendas poderiam ter sido melhores, se o frio tivesse chegado mais cedo e as turbulências na economia não tivessem acontecido.
Já a inadimplência líquida permaneceu estável no mês de junho, período em que o número de registro de maus pagadores recebidos aumentou 11,8% na comparação com o mês anterior, contudo como o número de cancelamentos de registros teve alta de 20,9%, a taxa de inadimplência ficou estável. Apesar da taxa de inadimplência ter ficado estável em junho, os dados continuam preocupantes.
Pedidos de falências continuam em alta
Também deve ser ressaltado que, entre junho do ano passado e desse ano, o número de falências registrou alta de 25%. Isso mostra a tendência observada ao longo do semestre, indicando que as empresas continuam tendo a dificuldade para cumprir os seus compromissos. A dificuldade na obtenção do crédito e os juros elevados prejudicam as empresas.
Burti acredita que a ampliação da meta de inflação deve favorecer uma redução na taxa de juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), principalmente porque o BC adotou na última reunião um viés de baixa. Contudo, o aumento dos compulsórios dos bancos deve inibir uma recuperação mais acelerada da economia. Para o presidente da associação, o BC deve reduzir os compulsórios, assim que as turbulências econômicas passarem.
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