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SÃO PAULO – O Santander avaliou como neutra a decisão da SDE (Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça) em autorizar a fusão da TAM (TAMM4) com a LAN Airlines, dado que o anúncio era altamente esperado, embora o ponto final não tenha vindo ainda do lado brasileiro, por meio do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que historicamente, segue as recomendações da SDE e do SEAE (Secretaria de Acompahamento Econômico do Ministério da Fazenda).
Isso, lembra a equipe de análise do banco espanhol – composta por Caio Dias, Bruno Amorim e Alexandre Amson -, justifica o call de compra para a ação da companhia aérea. De acordo com eles, as chances de fusão são boas e a relação de troca das ações, em 0,9 ação da LATAM, resultado da fusão, por cada ação da TAM, gera um potencial de alta de 24% aos acionistas da TAM.
Assim, o preço-alvo para as ações da empresa brasileira é de R$ 45,00, valor que implica em um upside de 51,52% frente ao fechamento de sexta-feira (19). Vale lembrar que o próprio Santander afirmou que a TAM está entre as empresas com piores múltiplos, entre aquelas da sua aréa de cobertura, na bolsa brasileira.
Chile está no caminho
A fusão, porém, tem como maior empecilho as autoridades chilenas, como o TDLC (Tribunal de Defesa da Concorrência) e o Tribunal Constitucional, que deverá examinar o acordo feito entre a Lan e a FNE (Agência antitruste chilena). A decisão do TDLC, afirmam os analistas, seria um trigger positivo para a própria TAM e deverá ser divulgada ainda esse mês.