Publicidade
SÃO PAULO – Nesta última segunda-feira, dia 29 de julho, os bancos passaram a adotar um piso de R$ 5mil para a TED (Transferência Eletrônica Disponível). A TED foi introduzida em abril deste ano com a entrada em vigor do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro, e busca agilizar as operações no sistema financeiro brasileiro, já que a compensação dos valores seria feita em tempo real, ao contrário do que ocorre atualmente com o cheque e o DOC.
Buscando garantir que os bancos respeitariam a redução do limite da TED para R$ 5 mil, o Banco Central estipulou que seriam feitos depósitos compulsórios sobre o volume médio diário de cheques e DOCs a partir de R$ 5 mil para os bancos que não reduzirem o piso da TED para esse valor.
BC incentiva cobrança de taxas mais caras
Diante do risco de terem que efetuar depósitos compulsórios sobre cheques e DOC a maioria dos bancos começou a explicar para seus clientes como funcionará a TED, para incentivá-los a usar o novo meio de pagamento ao invés dos cheques ou DOCs.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Vale lembrar que a mudança é favorável ao correntista, pois enquanto a compensação ocorre em até um dia nos cheques e DOCs, com a TED ele é realizada instantaneamente, sendo que o procedimento para se efetuar uma TED é exatamente o mesmo de um DOC. As taxas cobradas pelos bancos para a TED varia entre R$ 3,00 e R$ 15,00, mas a maioria deles confirma que pretende cobrar taxas mais elevadas para os cheques e DOCs acima de R$ 5mil.
De acordo com informações do diretor de Tesouraria da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Reinaldo Rios, a partir do próximo dia 20 de agosto o Banco Central irá exigir depósito compulsório de 20% sobre os valores do cheques e DOCs acima de R$ 5mil, de forma que os bancos irão repassar estes custos para seus clientes que usarem estes serviços. Entretanto, Rios não informou qual seria a taxa adicional a ser cobrada dos correntistas.