Aluguel: renegociação já é prática comum entre os inquilinos

Inquilinos apostam na renegociação do reajuste anual dos aluguéis para manter o orçamento familiar equilibrado

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SÃO PAULO – Que o aluguel é um dos itens que mais pesa no orçamento de uma família, isto não há dúvidas, tanto que a negociação do reajuste do aluguel tem se tornado cada vez mais comum entre os inquilinos, proprietário e imobiliárias. Embora não seja propriamente uma regra geral, os inquilinos tentam fugir dos reajustes dos aluguéis conforme as previsões do contrato de locação, mas isto não significa que as imobiliárias ou os próprios proprietários do imóvel devam ceder aos apelos do inquilino.

Acordo verbal

O que vale é o que está escrito no papel e ponto final. A maioria dos contratos de locação é corrigida pelo Índice Geral de Preço – Mercado (IGP-M), além de outros índices que são utilizados em menor escala. Se assumirmos um aluguel médio entre R$ 450 e R$ 600, o reajuste pelo IGP-M não passaria de R$ 60, contudo, a atual situação financeira de boa parte das famílias faz com que este valor acabe sendo motivo de pechincha.

Por sua vez, tanto as imobiliárias como os proprietários do imóvel estão abertos a negociações, sobretudo pelo fato de não quererem criar um ambiente desagradável com o inquilino e, inclusive, acabarem correndo o risco de ficarem com o imóvel vago. Por este motivo, a negociação do reajuste anual do aluguel é um assunto que deve ser discutido entre as partes e decidido da melhor maneira possível, seja optando pela correção do aluguel deixando-o abaixo do nível acertado no contrato, ou simplesmente ignorando o reajuste e mantendo a mensalidade com o valor inicialmente proposto.

Política da boa vizinhança

Não há dúvidas de que o bom entendimento com os inquilinos só pode render bons frutos para o locador do imóvel. Isto por que o inquilino que estiver satisfeito com o seu proprietário do imóvel, certamente será um provável bom pagador, garantindo também a manutenção dos contratos de locação. Caso contrário, uma vez desgastada, a relação com o inquilino poderá trazer sérios problemas para a locadora. Um exemplo disto é o prazo médio de locação, que atualmente é de 45 dias. Se o imóvel estiver em um bom estado de conservação, certamente este tempo é reduzido, e isto pode ser feito com a ajuda do próprio inquilino.

A manutenção também é um dos fatores levado em consideração na hora de se avaliar um inquilino. Aquele que paga suas contas em dia e mantém o imóvel conservado, certamente terá prioridades na hora de receber os benefícios. Isto mesmo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, as imobiliárias tem o interesse em beneficiar os inquilinos mais exemplares, como forma de manter um bom relacionamento que será benéfico tanto para o inquilino, quanto para o imóvel em questão.

Embora se trate apenas de um bônus, não há um valor determinado pelas empresas, contudo, sabemos que quanto melhor for entendimento entre as partes envolvidas e melhor for a conservação do imóvel, certamente sempre haverá espaço para se discutir os valores pagos pelo aluguel do imóvel.