Vendas no varejo caíram em setembro, segundo ACSP

A queda se deve ao menor número de dias úteis em setembro; varejo segue confiante a respeito das vendas típicas de final de ano

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SÃO PAULO – De acordo com a pesquisa divulgada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas no varejo caíram em setembro frente ao mês anterior. Tanto as vendas a prazo como a vista recuaram esse mês, em virtude do menor número de dias úteis, já que no mês de setembro teve um feriado e um domingo a mais em relação a agosto.

Vendas a prazo e à vista recuaram em relação a agosto

As vendas a prazo, medidas através do volume de consultas ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), caíram 6% em relação a agosto, enquanto as vendas à vista, medidas pelo número de consultas ao UseCheque, recuaram 7,2% no mesmo período.

A média diária de vendas a prazo ficou 0,5% acima do registrado em agosto, enquanto a média diária de vendas a vista apontou leve alta de 0,2% frente ao mês anterior. Na comparação mês a mês, as vendas em setembro desse ano apresentaram forte aumento. Enquanto as vendas no crediário subiram 12,8% em relação a setembro de 2001, as vendas à vista aumentaram 15,5% esse mês frente ao mesmo período do ano passado.

No entanto, vale lembrar que essa forte alta verificada em setembro desse ano se deve a fraca base comparativa, já que em setembro do ano passado, o varejo enfrentava não só os efeitos do racionamento de energia, como as incertezas causadas pelo atentado terrorista aos EUA.

FGTS contribuiu com a queda da inadimplência

No critério inadimplência, houve aumento de 41,2% no número de registros recebidos em setembro frente ao mesmo mês de ano passado, porém, essa alta acabou sendo compensada pelo forte crescimento de 60,1% no número de registros cancelados. Contudo, na comparação com o mês de agosto, os registros recebidos aumentaram 2,1% enquanto os registros cancelados apontaram queda de 7,1%.

O pagamento dos expurgos do FGTS e as facilidades oferecidas pelas varejistas no momento da renegociação da dívida foram apontados como os principais motivos para a queda da inadimplência em setembro. Isso pode ser considerado positivo, pois mostra que as famílias já estão se planejando para as compras de final de ano, época em que as vendas no comércio aumentam consideravelmente.

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Pedidos de falências aumentaram em setembro

O volume de falências requeridas e decretadas aumentaram, respectivamente, 26,9% e 92% em setembro frente ao mesmo período do ano anterior, porém frente ao mês anterior, ambos caíram, respectivamente, 0,5% e 8,5%. Quanto aos títulos protestados em setembro, houve recuo de 7,3% frente a setembro do ano passado e 24,7% em relação ao mês de agosto.

Os números preocupam, pois refletem a dificuldade que os empresários, sobretudo os micros e pequenos que sofrem mais restrições na hora de obter financiamento, estão tendo que enfrentar em 2002. Com a taxa de juros ainda num patamar elevado, economia desaquecida e alta do dólar, os crediários acabaram encarecendo bastante ao longo desse ano.