Indicadores internacionais mistos repercutem e risco-País avança 2 pontos

Embora recessão nos EUA ainda assuste, números chineses e europeus mostram saúde melhor do que esperado por lá

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País avançou dois pontos-base nessa terça-feira (23), terminando a sessão nos 210 pontos, repercutindo indicadores econômicos nacionais e internacionais, que embora contribuem para aumentar a perspectiva de uma recessão nos Estados Unidos, também ressaltam que outras regiões do mundo estão economicamente mais saudáveis que o esperado.

Por aqui, o Banco Central divulgou a Nota do Setor Externo, relatório contendo informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais do governo brasileiro em julho.

No documento, a autoridade monetária apontou que as reservas internacionais em julho somaram US$ 346,1 bilhões, incremento de US$ 104 bilhões em relação a junho deste ano. Ainda segundo o Banco Central, a instituição comprou, líquido, US$ 6,6 bilhões no mercado doméstico de câmbio à vista.

Repercutiu também as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmou que atual crise mundial deverá agravar a “guerra cambial”, já que soluções para tal não têm sido tomadas. Mantega também chegou a afirmar que o governo não irá diminuir as suas projeções de crescimento e que os países emergentes estão mais preparados para uma crise.

Agenda internacional
Nos Estados Unidos, foi reportado o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas vendidas no país, mostrando piora no setor imobiliário do país, ajudando a aumentar as expectativas recessivas em relação à maior economia mundial. 

Contudo, a atividade industrial europeia e chinesa, medida indicador PMI (Purchasing Manager Index) colaboraram para um cenário positivo nessa sessão. O indicador europeu mostrou leve avanço da indústria, frente à expectativas de estagnação. Já no gigante asíatico, o número mostrou retração menor do que a esperada, aliviando os temores daqueles que acreditavam em uma desaceleração brusca – embora isso mantenha aceso o risco de formação de uma bolha na economia chinesa.

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Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,04% na noite desta terça-feira, cotado a 137,50 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 210 pontos base. 

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.