Vendas cresceram 8,64% em outubro, revela Abras

Apesar do bom desempenho em outubro, Abras estima aumento de apenas 1% nas vendas em 2002; preços nos supermercados subiram 3,23% em outubro

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SÃO PAULO – Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), as vendas nos supermercados melhoraram em outubro, e conseguiram reverter o resultado negativo registrado no acumulado do ano. O volume de vendas já deflacionado cresceu 8,64% em outubro em relação ao mesmo período do ano passado. Frente ao mês de setembro, as vendas aumentaram 7,93%.
Dia das Crianças e FGTS contribuíram

Esse crescimento nas vendas em outubro se deve, em grande parte, ao maior número de dias úteis no mês e as comemorações do Dia das Crianças. O pagamento dos expurgos do FGTS, as inaugurações de lojas e as campanhas promocionais de aniversário das redes de supermercado também contribuíram com o aumento nas vendas.

Além disso, deve se levar em conta à fraca base comparativa, visto que as vendas em outubro do ano passado foram afetadas pela crise energética no Brasil, pelos ataques terroristas nos EUA e pela queda no poder aquisitivo das famílias brasileiras.

Vendas devem crescer apenas 1% em 2002

Dessa forma, o faturamento que até setembro estava 0,36% abaixo do ano passado, passou para 0,55% positivo no acumulado de janeiro a outubro em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, a estimativa da Abras é de crescimento de 1% nas vendas em 2002.

As projeções indicam que as vendas em novembro não devem registrar o mesmo desempenho do mês anterior, mesmo com o pagamento do 13º salário. Para dezembro, as projeções apontam crescimento de 2% nas vendas.

Preços subiram 3,23% em outubro

A Abras também realizou um levantamento sobre os preços nos supermercados, através da avaliação dos preços de 35 produtos. No mês de outubro, os preços apresentaram alta de 3,23% frente a setembro, passando de R$ 154,07 em setembro para R$ 159,05. Na comparação com outubro do ano anterior, a alta foi de 3,55%.

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Entre os principais aumentos do mês, destaque para a farinha de trigo (13,13%), para espaguete sêmola (10,11%) e para o açúcar (9,95%). Por outro lado, as maiores reduções do mês foram do tomate (11,34%), do feijão (0,72%) e do queijo mussarela (-0,54%).