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SÃO PAULO – A comodidade da internet já conquistou muitos consumidores, que agora evitam as visitas aos shoppings e compram praticamente tudo pela web. Além da comodidade, as compras on-line em geral se beneficiam de preços mais atrativos, e a troca do produto é mais fácil do que nas compras nas lojas tradicionais.
Isto porque em qualquer compra feita pela internet, pela televisão, ou mesmo por um anúncio no jornal, você tem sete dias para entrar em contado com o comerciante e pedir a quantia paga de volta, sem apresentar nenhuma justificativa, porque você não teve um contato manual com o produto. Você tem o direito de desistir do negócio e receber de volta o total da quantia paga.
Vendas cresceram 7,25% em outubro
Segundo dados divulgados pela E-Consulting, Boutique Digital de Conhecimento em parceria com a Câmara-e.net, o índice de varejo online (VOL), que mede as vendas efetuadas através da internet alcançaram a marca de R$ 505,3 milhões em outubro. Com isto, as vendas registraram um crescimento de 7,25% em relação ao valor registrado em setembro, que foi de 471,1 milhões.
Em termos de contribuição das vendas on-line para as vendas no varejo do país, o setor ainda é bastante pequeno, respondendo por apenas 3,28% do varejo total, sendo que esta relação é feita com base nos dados de vendas do comércio publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia).
Montadoras respondem por 78,5% das vendas
Contudo, cerca de 78,5% do volume de vendas pode ser atribuído às vendas de carros pelas montadoras e revendedoras. Desta forma se as vendas on-line de veículos forem excluídos, o volume total de vendas pela internet de outubro cairia para apenas R$ 108,5 milhões.
Ainda assim o volume representaria um crescimento de 8,2% em relação às vendas on-line excluídos veículos de setembro, que foi de R$ 100,2 milhões. Excluindo-se vendas de veículos, as venda on-line de outubro responderam por apenas 0,7% das vendas ao varejo totais no país, desempenho que ainda deixa muito a desejar e reflete não só o baixo acesso à internet, como uma certa desconfiança dos consumidores neste tipo de transação.