Resumo semanal

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Em semana marcada pela forte volatilidade do mercado e a expectativa dos investidores sobre o discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, o Ibovespa, assim como as bolsas norte-americanas, registrou seu melhor desempenho semanal desde junho deste ano, ao subir 1,72%, aos 53.350 pontos.

Após figurarem entre as maiores altas do Ibovespa durante toda a semana, as ações da TAM terminam o período como principal destaque positivo dentre os papéis que compõem o índice, acumulando alta de 10,61% e cotadas a R$ 32,85 nesta sexta-feira (26), repercutindo o desenrolar de sua fusão com a chilena LAN.

Com queda de 10,24%, as ações da Marfrig voltaram a liderar as perdas semanais do Ibovespa, com sua cotação passando de R$ 8,20 para R$ 7,36. O papel da companhia foi o principal destaque negativo do índice pela terceira vez em quatro semanas.

Petro e Vale
As ações da Petrobras fecharam a semana com sinais opostos. Na terça-feira (23), a estatal aprovou em assembleia a entrada da ministra do Planejamento Miriam Belchior como membro de seu conselho de administração.

Ainda no noticiário da empresa, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil na terça-feira (23), a estatal assumirá o compromisso de investir R$ 1,1 bilhão em ações de compensações ambientais para renovar a licença de operação da Refinaria Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Conforme a agência, a Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro e a petrolífera vão assinar o termo de ajustamento de conduta em duas semanas.

A estatal também divulgou que a produção de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior atingiu média diária de 2,568 milhões boe no mês de julho, 2,78% a menos do que o registrado em junho, além do pagamento de juros sobre capital próprio no dia 31 de agosto, referente à segunda parcela da distribuição antecipada de remuneração aos acionistas no ano de 2011.

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Jás as ações da Vale fecharam em alta nesta semana de fraco noticiário corporativo da mineradora.

Bernanke adia decisão sobre QE3
Em relação ao acontecimento mais esperado na semana pelo mercado, o presidente do banco central norte-americano, Ben Bernanke realizou um discurso em Jackson Hole na sexta-feira (26), no qual postergou para a próxima reunião do Fomc -entre 20 e 21 de setembro – a decisão sobre quais serão as medidas tomadas para ajudar na recuperação da economia do país.

Segundo o presidente do Federal Reserve, a instituição está pronta para se utilizar de medidas adicionais para colaborar com a recuperação econômica do país. Entretanto, ele não foi explícito sobre um novo alívio quantitativo, nem sobre quais medidas específicas a autoridade monetária pode vir a adotar.

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Bernanke ainda manifestou preocupação com o ritmo de recuperação econômica, mas que espera uma melhora “moderada” no crescimento no segundo semestre deste ano e projetou que a inflação deve ficar abaixo dos 2%, em linha com as expectativas do mercado.

Noticiário internacional
Na última terça-feira, a agência de classificação de risco Moody’s reduziu o rating da dívida pública de longo prazo do Japão de Aa2 para Aa3, com perspectiva estável, citando o forte déficit orçamentário e as dívidas acumuladas pelo governo japonês desde a recessão mundial em 2009. Com a decisão, a agência de classificação de risco conclui a revisão do rating do país, iniciada em 31 de maio.

Já a França anunciou na quarta-feira (24) que vai adotar medidas de austeridade que envolvem € 1 bilhão em 2011 e € 11 bilhões em 2012. O pacote permitirá uma redução do déficit público do país no próximo ano de 4,6% para 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Além disso, a previsão de crescimento econômico foi revisada para baixo, a 1,75%, tanto para 2011 como para 2012, contra os 2% e 2,25% previstos anteriormente.

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Corte nas projeções de crescimento da economia global
O UBS e o Citigroup reduziram suas previsões de crescimento da economia global, após uma série de rebaixamentos para estimativas para a expansão mundial realizadas por grandes casas de research. O UBS diminuiu sua expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) mundial em 2012, para 3,3%; enquanto o Citigroup cortou sua visão do crescimento global este ano, de 3,4% para 3,1%, e para o ano que vem, de 3,7% para 3,2%. 

Agenda econômica da semana
No Brasil, o relatório Focus, reportou que as estimativas do mercado para a taxa Selic mantiveram-se inalteradas na passagem semanal, em 12,50% para este ano, enquanto para o IPCA houve um aumento de 0,02 ponto percentual, passando de 6,26% para 6,28% em 2011.

Já o IGP-M apontou variação de 0,33% na segunda medição de agosto, enquanto a conta de transações correntes do balanço de pagamentos do Brasil com o exterior apresentou em julho um superávit de US$ 3,5 bilhões. Porém, no acumulado dos últimos 12 meses foi apurado déficit de de US$ 47,9 bilhões, equivalente a 2,10% do PIB. No mês, a balança comercial apontou superávit em US$ 3,1 bilhões.

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Ainda no front doméstico, a taxa de desemprego ficou em 6,0% no mês – a menor taxa para julho desde o início da série (março de 2002). Já o ICC divulgou que a confiança do consumidor recuou 4,6% em agosto deste ano, passando de 124,4 pontos para 118,7 pontos em um mês.

Nos EUA, o indicador Durable Good Orders, que mensura o volume de pedidos e entregas de bens duráveis nos EUA, exibiu avanço de 4,0% no referido em julho, frente à projeção de alta de 1,9%, enquanto a economia do país avançou 1,0% no segundo trimestre de 2011. O resultado da segunda prévia do PIB ficou abaixo das expectativas do mercado, que sugeriam uma expansão de 1,1% na atividade do país.

Sobre o setor de construção civil, que conta com grande participação no PIB dos EUA, o número de casas novas vendidas em julho, mensurado pelo New Home Sales, marcou vendas anualizadas de 298 mil residências no mês, vindo abaixo das perspectivas do mercado (310 mil), enquanto o Housing Price Index subiu 0,9% no período, resultado ainda mais acentuado que o avanço de 0,4% obtido pelo indicador no mês de anterior.

Ainda por lá, o Initial Claims, índice semanal que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego, registrou um total de 417 mil novos pedidos na semana até 20 de agosto, frente às projeções que giravam em torno de 400 mil solicitações. Em relação à confiança do consumidor norte-americano, o Michigan Sentiment apontou 55,7 pontos em agosto, resultado praticamente em linha com as expectativas do mercado, de 55,8 pontos, mas acima da medição anterior, de 54,9 pontos.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial fechou cotado na venda a R$ 1,605 na venda nesta sexta-feira. A moeda norte-americana fechou a semana em alta de 0,38%.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,98%, com queda de 0,12 ponto percentual na semana.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 137,27% de seu valor de face, alta de 0,06% na semana.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 8 ponto base, aos 203 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a última semana de agosto, os investidores estarão atentos ao Relatório de Emprego norte-americano de agosto. Ainda na principal economia do mundo, os investidores avaliarão a ata da última reunião do Federal Reserve.

No cenário doméstico, foco para o PIB do segundo trimestre do ano e também para a reunião do Copom, que definirá o rumo da política monetária do País nos próximos meses.