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SÃO PAULO – É excessiva a atual preocupação do mercado acerca da Petrobras (PETR3; PETR4), afirmou o Bank of America Merrill Lynch, que acredita que as ações da companhia estão atrativas, mantendo o call de compra – e o preço-alvo para os papéis preferenciais de R$ 51 -, o que representaria uma alta de 115,01% frente ao fechamento da última quinta-feira (30).
Para os analistas Frank McGann e Conrado Vegner, que assinam o relatório, as fracas performances da companhia nos últimos meses é resultado da fuga dos investidores de empresas de commodities, mercados emergentes e da América Latina, três requisitos em que a Petrobras se encaixa e é um dos maiores expoentes.
O mercado também tem ficado preocupado com questões relativas a empresa, como os preços de seus produtos, aumento tímido da produção e plano de investimentos. Contudo, McGann e Vegner acreditam que essas tendências melhorarão, o que contribuirá para uma melhor performance dos papeis.
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Plano de investimentos mais amigável
Os analistas lembram do salto do capex (custos de capital) no plano de 2010-2014, que teve essas despesas estimadas em US$ 224,1 bilhões, frente ao plano de 2007-2011, que previa investimentos na ordem de US$ 87,1 bilhões.
McGann e Vegner lembram que esse aumento se deu graças a oportunidade de expansão vista pela Petrobras, quando da descoberta do petróleo do pré-sal, o que poderá fazer com que a empresa dobre sua produção em um período de 10 a 15 anos. Outro fator lembrado para essa alta nos investimentos foi a inflação global de custos.
Contudo, para eles, essa alta já teve sua máxima, e o plano de 2011-2015 deverá ser mais “amigável” para o investidor, com a companhia focando em projetos de exploração e produção – de maior retorno, e que geram melhor fluxo de caixa –, ao invés de refinamento.
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Outro ponto ressaltado por eles é que os projetos da companhia têm uma das melhores taxas de retorno entre companhias de petróleo.
Preços melhores
Outra das preocupações dos analistas são os preços dos principais produtos da companhia – gasolina e diesel – que nos últimos meses ficaram desgarrados com a tendência internacional.
Todavia, a recente queda no exterior fez com o preço do diesel ficasse em linha novamente, enquanto a gasolina só possui 7% de desconto frente ao preço internacional, o que contribui para diminuir as preocupações acerca da companhia.
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Produção deverá aumentar no segundo semestre
Por fim, os analistas também lembram que a companhia teve um aumento tímido de produção no começo do ano – até maio, apenas 1,5%, influenciado pelas grandes manutenções nessa primeira metade.
McGann e Vegner afirmam então que o segundo semestre, que verá o fim desse período de manutenções e a entrada em operação de várias novas unidades produções, deverá fazer com que a empresa aumente sua capacidade de produção no segundo semestre, alcançando a meta anual.