Dólar comercial opera em queda e atinge níveis não registrados desde 1999

Moeda norte-americana chegou a registrar alta no início desta sessão; Banco Central já fez leilão de compra no mercado à vista

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SÃO PAULO – O dólar comercial reverteu a alta registrada no começo desta sessão e agora opera no campo negativo, cotado a R$ 1,5570 na venda, baixa de 0,32% na comparação com o último fechamento. Nesta sexta-feira (1), a moeda norte-ameircana testa níveis de mínima não registrados desde 1999, enquanto o mercado acompanha os movimentos do câmbio no exterior e repercute os indicadores econômicos divulgados nos EUA.

Na cena doméstica, o Banco Central continua com sua rotina de intervenções diárias no mercado de câmbio, no intuito de reduzir a apreciação do real ante a moeda norte-americana. A autoridade monetária efetuou um leilão de compra no mercado à vista entre 12h12 e 12h17, com taxa de corte de R$ 1,5554.

Câmbio no exterior
Nos mercados internacionais, o dólar não assume uma tendência definida nesta sessão. Há poucos instantes, a divisa norte-americana perdia espaço na comparação com o euro, cotado a US$ 1,4505, leve alta de 0,05%, enquanto a libra avançava 0,14%, cotada a US$ 1,6066.

Já na comparação com o iene e com o franco suíço, o dólar ganha espaço, sendo cotado a ¥ 80,86 e 0,8486 franco, respectivamente. Essas cotações representam uma valorização de 0,43% e 0,37% da moeda norte-americana, pela ordem.

Indicadores norte-americanos
Os investidores ficam de olho nesta sessão na agenda de indicadores econômicos norte-americanos, buscando sinalizações sobre a recuperação da maior economia do mundo. Mais cedo, foram divulgados dados sobre a confiança do consumidor e a produção industrial nos EUA.

O Michigan Sentiment, índice da Universidade de Michigan que acompanha a confiança do consumidor norte-americano com a situação atual e as perspectivas futuras, marcou 71,5 pontos em junho e ficou em linha com as expectativas do mercado. Já o ISM Index, índice que acompanha a produção industrial, surpreendeu positivamente o mercado ao registrar 55,3 pontos em junho, ante projeções que indicavam 51,1 pontos.

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Economia dos EUA volta ao foco
Com a diminuição dos temores relativos à Grécia após a aprovação das medidas de austeridade pelos parlamentares gregos na última quarta-feira, que permitem que o país continue recebendo auxílios financeiros. Desta forma, os investidores novamente voltam-se para a recuperação da economia norte-americana.

O mês de junho marcou o final do segundo programa de estímulo quantitativo, promovido com o objetivo de melhorar a recuperação da economia dos EUA. Entretanto, analistas consideram que os resultados obtidos pelo programa foram modestos.