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SÃO PAULO – “Um problema de postura”. Foi assim que o presidente da Mundial (MNDL4), Michael Ceitlin, definiu as dificuldades que muitas empresas têm em se comunicar com o mercado de ações – algo fundamental para garantir a precificação adequada dos ativos.
À frente do processo de reestruturação corporativa da empresa, Ceitlin não faz rodeios ao apontar a comunicação ruim entre empresas e mercado. “Eu tenho me comunicado bastante com os acionistas, claro, dentro do que já foi divulgado. Me parece muito mais um problema de postura efetivamente que qualquer outra coisa”, disse.
Apagando o mico
Liquidez e valor de mercado relativamente baixos, pouca informação e elevada volatilidade: a receita básica para a criação de um dos tantos “micos” que habitam o mercado de ações brasileiro, muitas das ações conhecidas como de terceira linha. Para fugir desse incômodo status, a Mundial apostou no relacionamento com o mercado.
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No entanto, Ceitlin já vê a empresa em um patamar distinto dos chamados “micos”. “Eu creio que sim. Tomei para mim a iniciativa de liderar o processo de transformação e aproximação com o mercado. É uma operação que está sendo estruturada, institucionalizada, para que isto se mantenha nesse nível”, esclareceu Ceitlin.
Em sua visão, as empresas têm que deixar clara quais são suas posturas, investindo em transparência e comunicação para gerar confiança e atrair o investidor. Nada mágico, certamente, mas dá trabalho.
Sem almoço grátis
“Temos que separar as coisas. Prestar as informações como ITR (resultado trimestral) consolidado, é inerente à sociedade anônima. Agora, é claro que isso agrega um custo”, afirma o executivo.
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Ceitlin enumera as exigências: “é preciso prestar informações a partir do Novo Mercado em português e inglês. No que diz respeito à estrutura de RI, a intensidade de comunicação com o mercado também aumenta muito, o que exige pessoas preparadas para responder as perguntas e tudo mais”.
No entanto, afirma ser algo administrável pelas empresas. “Pode ser acomodado dentro da estrutura da companhia e nós vamos fazer exatamente isso”, disse ao portal InfoMoney.