Resumo semanal

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Em uma semana marcada pela aprovação das medidas de austeridade pelo parlamento na Grécia, o Ibovespa acumulou cinco altas consecutivas e encerrou o período com valorização de 3,90% – sua melhor semana desde julho de 2010, quando o índice subiu 6,39% entre os dias 19 e 23 de julho de 2010 -, fechando esta sexta-feira (1) aos 63.394 pontos.

As ações da B2W fecharam a semana como principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com desvalorização de 4,25% e cotadas a R$ 18,91, refletindo o concorrido ambiente do varejo online no País, e que tem colaborado para que a ação também reporte o pior desemepenho do Ibovespa no acumulado do ano (-39,20%). Além disso, há um desgaste de credibilidade da marca por conta da seqüência de notificações judiciais por atrasos nas entregas de mercadorias.

Já os papéis do Pão de Açúcar fecharam a última semana como principal destaque positivo do índice, acumulando alta de 12,17% nesses cinco pregões. Os ativos da companhia engataram uma forte valorização desde terça-feira (28), quando o Pão de Açúcar enviou uma proposta para a fusão de suas operações com as da varejista francesa Carrefour no Brasil.

Petro e Vale
A Petrobras encerrou a semana no campo positivo. A companhia anunciou, na terça-feira, a descoberta de novas reservas na camada pré-sal da bacia de Santos, classificada como “a principal” já realizada na área.

A Vale também fechou em alta na semana. Na segunda-feira, a companhia informou que cortou em 10% sua meta de produção para 2015. Na quarta-feira, companhia anunciou a criação de um programa de recompra de ações ordinárias e preferenciais classe A de sua emissão num valor total de até US$ 3 bilhões, além de seus respectivos ADRs, o qual foi bem recebido pela mercado.

Na quinta-feira, a Vale anunciou a aprovação da OPA da totalidade das ações de emissão de sua subsidiária, a Vale Fertilizantes, pela sua controladora Mineração Naque S.A.

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Em sessão que marcou o fim oficial do QE2, programa do governo norte-americano que foi responsável por injetar US$ 600 bilhões no mercado através da recompra de Treasuries pelo governo do país, os investidores avaliaram a aprovação das medidas de austeridade pelo parlamento grego. 

Desta forma, o país passa a ter acesso à próxima parcela da ajuda liberada no ano passado, no valor de € 12 bilhões, além de abrir caminho para um novo pacote de socorro financeiro ao país, a fim de evitar o calote da dívida e um contágio da economia global. 

Ainda na semana, o FMI elegeu, na terça-feira, a ministra das Finanças da França, Chritine Lagarde, como nova diretora-gerente da instituição. Lagarde substitui Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor do FMI, após escândalos sexuais que levaram à sua renúncia.

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Agenda econômica na semana
No Brasil, o relatório Focus indicou mais uma queda nas projeções para a inflação neste ano, agora aos 6,16%. Enquanto isso, o IGP-M apontou deflação de 0,18% em junho. Além disso, o Banco Central divulgou que o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 7,506 bilhões durante o mês de maio.

Ainda no front doméstico, a pesquisa de sondagem industrial da FGV revelou recuo de 2,5% na confiança da indústria entre maio e junho, na sexta queda consecutiva no ano.

Nos Estados Unidos, o núcleo do PCE para junho, tomado como a medida oficial da inflação, registrou alta de 0,3% em maio, frente às expectativas de 0,2%. Já a confiança do consumidor norte-americano, medida pela Conference Board indicou 58,5 pontos no mês, o que não superou expectativas do mercado, que indicavam 60,8 pontos.

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Enquanto isso, o Pending Home Sales, com o número de contratos de compra e vendas de casas, registrou alta de 8,2% em maio, superior às expectativas do mercado, de queda de 0,6%. Já a atividade industrial na região de Chicago foi melhor do que esperada pelo mercado em junho.

Câmbio e renda fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na compra a R$ 1,556 e na venda a R$ 1,558, sua menor cotação desde janeiro de 1999. Na semana, a desvalorização acumulada foi de 2,87%.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,46%, alta de 0,05 ponto percentual em relação à semana anterior.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 136,12% de seu valor de face, queda de 0,01% na semana.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda do investidor para a primeira semana de julho, os investidores estarão atentos ao relatório de emprego divulgado nos Estados Unidos e às reuniões de política monetária na Europa.

No front doméstico, o destaque fica por conta dos relatórios de inflação, em especial ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) de junho.