Solidificação da recuperação dos EUA só no terceiro trimestre, diz BofA ML

Economistas focam inflação e consumo para justificar a dificuldade de recuperação mas preveem mudança de cenário

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SÃO PAULO – Apesar de indicadores recentes sinalizarem que a recuperação da economia norte-americana ainda patina, economistas do Bank of America Merrill Lynch acreditam que o cenário atual está sendo responsável por fechar as feridas da crise iniciada no final de 2008.

Entretanto, é a partir do terceiro trimestre que os economistas apontam que a tendência deverá ser outra, com o arrefecimento da inflação e, consequentemente, a retomada de níveis de consumo mais saudáveis para a recuperação dos EUA.

O time do Bank of America ML justifica que diversos fatores pontuais foram responsáveis pela alta da inflação no início do ano, como por exemplo, ajustes sazonais e quebras em cadeias de suprimentos.

Porém, estes fatores de influência não tem mais o mesmo peso observado no início do ano, o que naturalmente deve liberar mais espaço para retomada da recuperação norte-americana.

Indicadores econômicos
Para o banco, os próximos dados econômicos não irão surpreender. “Os dados econômicos desta semana devem confirmar que o mercado de trabalho está em meio à um momento de fraqueza”, adiantam os economistas sobre o relatório mensal de emprego a ser divulgado na próxima sexta-feira.

Além disso, outros dados como do consumo ainda apresentaram fraco desempenho em maio, o que pode ser atribuído aos efeitos da disparada do petróleo e da energia.

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Consumo é ponto chave
Em um primeiro momento, a alta do petróleo e da energia resultou no aumento da inflação, o que em seguida afetou diretamente o consumo em razão da perda real de poder aquisitivo do consumidor – ponto chave para o desempenho da economia dos EUA.

“Infelizmente, o momento de fraqueza deve permanecer por mais alguns meses”, afirmam os economistas, na medida em que os consumidores deverão manter a demanda enfraquecida enquanto a alta dos preços, especialmente de alimentos e energia, não perder força.