Resumo diário

.

Publicidade

Interrompendo uma sequência de seis altas consecutivas – e que resultou em uma valorização de 4,7% -, o Ibovespa fechou esta terça-feira (5) com significativa queda de 1,33%, aos 63.038 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,980 bilhões.

Em mais um dia sem referências de peso na agenda econômica, os investidores avaliaram a redução de rating para os títulos de longo prazo de Portugal pela Moody’s, trazendo maior preocupação ao mercado por conta da provável necessidade de novas rodadas de auxílio financeiro às economias debilitadas do continente. Os índices de ações europeus, no entanto, fecharam sem tendência definida, assim o mercado em Wall Street, que voltou a operar após ter permanecido fechado na véspera por conta do feriado de independência no país.

Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações do setor imobiliário. A Rossi liderou as perdas do índice com queda de 4,56%, cotadas a R$ 12,56. Já os papéis da MRV ficaram com a terceira posição ao caírem 3,79%, cotadas a R$ 12,95.

Já as ações da TAM lideraram a ponta positiva do índice desta sessão, por conta das expectativas dos investidores sobre a fusão da empresa brasileira com a chilena LAN, anunciada em agosto do ano passado. Apesar de não haver nenhuma novidade sobre o assunto, a movimentação das ações nesta terça-feira pode refletir a aproximação da data para que o orgão antitruste chileno tome uma decisão sobre o assunto, fato que deve ocorrer ainda neste mês.

Agenda
Com a falta de indicadores domésticos, o destaque fica por conta da divulgação do Factory Orders, pelo Departamento de Comércio dos EUA, com o volume de encomendas à indústria norte-americana. O índice apontou avanço, mas ficou aquém das expectativas do mercado.

Já no front doméstico, a única referência da agenda ficou com IPP da indústria de transformação registrou deflação no último mês de maio, marcando variação negativa de 0,55%, resultado 0,83 ponto percentual inferior ao que foi registrado em abril.

Continua depois da publicidade

Dólar
Após seis quedas consecutivas, o dólar fechou em alta de 0,71% nessa terça-feira, terminando cotado a R$ 1,565. Esse movimento refletiu a piora no cenário externo, com o rebaixamento do rating português, e a compra de dólares por parte do Banco Central. Já o dólar Ptax, referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou a data em R$ 1,5637.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,47%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,26% em relação ao fechamento anterior, a 136,26% do valor de face.

Continua depois da publicidade

Já o indicador de risco-País fechou em alta de 6 pontos-base, aos 151 pontos.