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SÃO PAULO – O dólar comercial opera no campo negativo na sessão desta quinta-feira (7), cotado a R$ 1,5640 na venda, baixa de 0,38% na comparação com o mês anterior. Os investidores repercutem a agenda de indicadores econômicos desta sessão e também a política monetária na Europa, além de acompanhar o mercado de câmbio no exterior.
Apesar da variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,13% neste mês de julho, porém uma desvalorização de 6,13% desde o início do ano.
A divisa norte-americana vai ganhando terreno frente as principias moedas nos mercados internacionais de câmbio. Há poucos instantes, o euro era cotado a US$ 1,4269, baixa de 0,33%, ao mesmo tempo em que a libra operava cotada a US$ 1,5976, baixa de 0,16. De modo semelhante, na comparação com o iene, a moeda norte-americana ganha 0,43%, cotada a ¥ 81,28.
Indicadores nos EUA surpreendem
Na agenda de indicadores econômicos norte-americanos desta sessão, destaque para a criação de empregos no setor privado. O ADP Employment Report do mês passado registrou a criação de 157 mil vagas no setor privado dos EUA, resultado que surpreendeu de modo positivo os analistas, que projetavam a criação de 60 mil vagas.
Ainda nesta manhã, foi divulgado também o resultado da última semana do Initial Claims, que também surpreendeu os analistas de modo positivo. Na última semana, foram solicitados 418 mil novos pedidos de auxílio desemprego, resultado menor que as 425 mil solicitações indicadas pelos analistas.
Aperto monetário na Europa…
Na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou nesta quinta-feira a decisão de elevar a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, passando de 1,25% para 1,50% ao ano.
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A decisão da autoridade monetária da Zona do Euro ficou em linha com as expectativas dos analistas, que agora ficam atentos ao pronunciamento de Jean-Claude Trichet. A despeito dessa elevação do juro básico no velho continente, o euro não registra valorização na comparação com o dólar nesta sessão.
… e no Brasil?
Por fim, no Brasil o destaque fica por conta da divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial de inflação utilizada pelo Governo para o sistema de metas de inflação. Em junho, o índice marcou taxa de 0,15% e no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação segue acima do teto da meta (6,5%) com taxa de 6,71%.
Apesar da queda da inflação na comparação do resultado de junho com maio, a pressão inflacionária na economia brasileira continua elevada, fato que reforça a perspectiva de novos apertos monetários por parte do Banco Central. Desta forma, a atratividade do Brasil para os investidores estrangeiros poderia ganhar força, pressionando o dólar na comparação com o real.