Cenário internacional volta a preocupar mercados e petróleo registra queda

Investidores esperam nova alta de juros na China; embaixadas dos Estados Unidos e da França são atacadas na Síria

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em queda nessa segunda-feira (11) – tanto em Londres quanto em Nova York – refletindo a situação da Itália, pressionada por temores da dívida, além do noticiário na China e no Oriente Médio. 

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 117,24 no pregão desta data, queda de 0,97% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em agosto, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 95,15 por barril, configurando um recuo de 1,09% frente ao fechamento anterior. 

Crise na Europa
Os temores de que a crise fiscal na Europa atinja também a terceira maior economia da Zona do Euro, a Itália, impulsionou a aversão de risco nessa sessão. Foi convocada uma reunião de emergência nesta segunda-feira entre os principais líderes da União Europeia para o discutirem o tema. 

O esforço de consolidação fiscal italiano lançado em 2010 vem encontrando dificuldades para ser implantado, além disso, essa situação levou o dólar a registrar forte alta, devido ao aumento da percepção de risco.

Uma valorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de queda sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a diminuir sua exposição neste mercado.

Preocupações na Ásia
O mercado não avaliou positivamente a queda nas importações chinesas, que alcançaram o menor patamar nos últimos oito meses. Além disso, a inflação avançou forte, alçando o maior nível nos últimos três anos. Isso eleva as chances de um novo aumento da taxa de juros no país, maior consumidor de petróleo mundialmente. 

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Também no contexto asiático, a situação do Oriente Médio preocupa, localidade que exporta grandes quantidades da matéria-prima. Na Síria, país que enfrenta sérios protestos. As embaixadas norte-americanas e francesas foram atacadas, elevando o temor do mercado acerca da região.