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Acompanhando o mau humor do mercado internacional por conta da apreensão acerca da situação econômica na Zona do Euro, o Ibovespa alcançou sua sexta queda consecutiva no pregão desta terça-feira (12) ao fechar com desvalorização de 0,86%, atingindo os 59.704 pontos, sua menor pontuação desde 25 de maio de 2010, quando chegou à marca de 59.184 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,763 bilhões.
Apesar dos líderes da União Europeia terem acenado por um fundo de resgate mais flexível para auxiliar a Grécia e os demais países devedores da região na última segunda-feira (11), os investidores demonstraram estar preocupados com a deterioração da situação da crise fiscal na Zona do Euro e um contágio de economias centrais do grupo, com as preocupações acerca da Itália ainda se mantendo no radar.
Os investidores também avaliaram a ata da última reunião do Fed, que mostrou divergência dos membros do comitê acerca da inclusão de um novo plano incentivo do governo norte-americano. Ademais, a Moody’s anunciou pouco antes do fechamento do pregão o corte do rating da Irlanda para grau especulativo. Vale mencionar que tanto as bolsas europeias quanto as norte-americanas tiveram mais um dia de perdas.
Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações do setor siderúrgico, com Usiminas e Gerdau ocupando o extremo negativo do índice. As ações da GOL também voltaram a figurar entre as maiores perdas neste pregão.
Também no vermelho, aparecem as ações do Pão de Açúcar, que recuaram 1,96%, cotadas a R$ 65,00, em dia marcado pelo comunicado enviado pelo Grupo Casino – um dos acionistas da varejista brasileira -, anunciando que ele rejeitou a proposta de fusão com o Carrefour.
Os papéis da Brasil Foods fecharam a sessão entre as maiores valorizações do Ibovespa, em meio aos rumores de que o acordo do Cade com a BR Foods sobre a fusão entre Sadia e Perdigão está próximo de chegar ao seu final, com a aprovação do negócio devendo ser anunciada nesta quarta-feira (13).
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Agenda
No Brasil, a divulgação do IPC pela Fipe apontou variação positiva dos preços de 0,19% na primeira quadrissemana de julho. Já o IBGE revelou a Pesquisa Mensal do Comércio, que apontou avanço de 0,6% nas vendas do setor varejista em maio.
Além disso, o Dieese apontou que a cesta básica encerrou o primeiro semestre em alta em 15 das 17 capitais analisadas.
Nos EUA, o déficit na balança comercial norte-americana avançou no mês de maio em relação a abril, ficando acima do teto estimado por analistas.
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Dólar
O dólar comercial fechou praticamente estável nesta terça-feira, com leve queda de 0,06%, cotado a R$ 1,581. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5765 na compra e a R$ 1,5773 na venda, queda de 0,15% em relação ao fechamento anterior, quando ficou na compra a R$ 1,5788 e a R$ 1,5796 na venda.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,48%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 136,61% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País fechou em alta de 14 pontos-base, aos 177 pontos.