Resumo diário

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Seguindo o bom humor dos mercados internacionais, em meio ao desenrolar do segundo pacote de socorro para a Grécia, e também refletindo a sinalização de que o ciclo de aperto monetário está perto fim aqui no Brasil, o Ibovespa obteve sua terceira alta consecutiva nesta quinta-feira (21) ao subir 1,93%, sendo esta sua maior valorização diária desde 1 de dezembro de 2010, ficando aos 60.262 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,602 bilhões.

Os principais líderes políticos da Zona do Euro deram um importante passo para consolidação do resgate à Grécia, fato que trouxe otimismo aos mercados para evitar a deterioração da economia local e um contágio mundial, ofuscando indefinições acerca do aumento do teto da dívida dos EUA. No decorrer do pregão, a cúpula política da região decidiu reduzir o juros cobrados nos empréstimos à Grécia e aumentar o prazo de pagamento para no mínimo 15 anos. Já no final do dia, eles chegaram a um consenso em relação ao valor do pacote grego, que ficou em € 109 bilhões.

Aliado ao bom humor dos mercados por uma resolução da crise fiscal na Europa, aqui os investidores digeriram a nova elevação da taxa básica de juro brasileira realizada pelo Copom na última noite, recebendo positivamente indícios de um ciclo mais curto de aperto monetário.

Destaques do pregão
Na ponta positiva do Ibovespa, o destaque ficou por conta das construtoras, que dominaram a lista das cinco maiores altas do benchmark com Gafisa, Rossi, MRV, PDG Realty e Brookfield, por conta da sinalização de que o ciclo de aperto monetário interno está próximo de seu final.

No campo negativo, o destaque ficou com a Natura que registrou a maior queda do Ibovespa neste pregão, refletindo os resultados relativos ao 2T11 da companhia, que vieram abaixo das expectativas, fazendo com que alguns analistas já começassem a estudar uma possível revisão em suas projeções futuras.

Agenda
No Brasil, por conta da ausência de indicadores econômicos relevantes nesta quinta-feira, o destaque ficou com nova elevação da taxa Selic realizada pelo Copom na noite anterior. A taxa Selic foi elevada em 25 pontos-base, passando a ser agora de 12,50% ao ano, o que já era esperado pelo mercado. Contudo, o destaque ficou com o teor do comunicado, que deu brecha para a interpretação de um período menor de aperto monetário.

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Nos EUA, o número de pedidos de auxílio desemprego, com 418 mil novas solicitações na passagem semanal, foi pior do que os 411 mil esperados. Enquanto o Leading Indicators, que compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão de obra, permissões para construção, entre outros, apontou avanço de 0,3% em junho, em linha com as expectativas.

Ainda na principal economia do mundo, o Philadelphia Index, que mensura nível de atividade industrial na região, marcou 3,2 pontos positivos, vindo acima do que era esperado pelo mercado.

Já na China, o setor industrial registrou pela primeira vez no ano uma desaceleração da produção, uma vez que o ndice PMI do banco HSBC apontou contração no mês corrente, ao marcar 48,9 pontos – abaixo da linha de 50 pontos que indica crescimento.

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Dólar
O dólar comercial fechou em queda pela terceira sessão consecutiva, cotado na venda R$ 1,554. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5567 na venda, queda de 0,54% frente ao fechamento de terça-feira.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,47%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,04% em relação ao fechamento anterior, a 136,32% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País fechou em queda de 6 pontos-base, aos 158 pontos.