Resumo semanal

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Em semana marcada pela aprovação de um novo pacote de socorro financeiro à Grécia e a continuidade da indefinição acerca de um novo teto da dívida soberana dos EUA, além da sinalização do Copom de que o aperto monetário esteja perto do fim, o Ibovespa acumulou quatro altas consecutivas desde terça-feira (19) e encerrou o período com valorização de 1,33%, fechando esta sexta-feira (22) aos 60.270 pontos.

As ações do setor imobiliário ocuparam as cinco maiores altas do índice no período, com destaque para os papéis da Gafisa, que acumularam ganhos de 15,42% entre os dias 18 e 22 julho, fechando a R$ 7,71. Apesar desta valorização, os papéis da empresa ainda acumulam perda de 34,40% desde o início do ano.

Já as ações da JBS Friboi registraram a maior queda do Ibovespa nessa semana, somando desvalorização de 6,11% durante os pregões que se estenderam do dia 18 a 22 de julho. A companhia foi penalizada por conta da queda acentuada das exportações de carne brasileiras na semana anterior, impactadas pelo embargo russo à carne brasileira.

Petro e Vale
As ações da Petrobras registraram sinais opostos na semana. Nesta sexta-feira, a companhia informou que elegeu a Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, como nova conselheira de administração da companhia, na vaga deixada pelo ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

Já os papéis da Vale fecharam a semana no campo positivo. Na quarta-feira (20), a presidente Dilma Roussef, o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, Murilo Ferreira, presidente da Vale, e Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, se reuniram para decidir o futuro do mega projeto de fertilizantes em Sergipe, avaliado em US$ 4 bilhões, informou o jornal Valor Econômico.

Novo pacote de auxílio à Grécia
Na quinta-feira (21), os principais líderes políticos da Zona do Euro deram um importante passo para consolidação do resgate à Grécia, fato que trouxe otimismo aos mercados para evitar a deterioração da economia local e um contágio mundial. A cúpula política da região decidiu reduzir o juros cobrados nos empréstimos ao país e aumentar o prazo de pagamento para no mínimo 15 anos, além de chegarem a um consenso em relação ao valor do pacote grego, que ficou em € 109 bilhões. 

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Teto da dívida dos EUA
A indefinição acerca do aumento do teto da dívida soberana dos EUA persistiu nesta semana e pautou o temor dos mercados acerca de um calote do país nesta semana, fato que pode afetar todas as economias mundiais. Na terça-feira, o presidente norte-americano, Barack Obama, concordou com o plano proposto por um grupo de seis senadores para reduzir o déficit orçamentário do país em US$ 4 trilhões no prazo de 10 anos.

Entretanto, os debates não evoluíram, uma vez que persiste o impasse entre democratas e republicanos sobre alguns pontos como o aumento de impostos e cortes no orçamento do governo. Nesta sexta-feira, o senado rejeitou a proposta que elevaria o limite da dívida do governo dos Estados Unidos, desta forma, os investidores ainda aguardam ansiosos por uma solução para os debates, já que aproxima-se o prazo limite -2 de agosto – para uma resolução.

Ainda em relação à crise norte-americana, chamou a atenção o fato de a agência de classificação de risco Moody’s sugerir que o governo do Estados Unidos elimine o limite fixado por lei para o endividamento público, podendo assim reduzir a incerteza entre os investidores. Além disso, outra agência, a Fitch, disse que se o governo dos EUA não pagar os juros sobre sua dívida, os títulos do Tesouro em questão serão rebaixados para a classificação B+. 

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Divulgação de resultados
A semana foi recheada de balanços corporativos no front norte-americano, com destaque positivo para os números melhores do que o esperado de IBM, Microsoft, Apple, Bank of America Merrill Lynch, Wells Fargo, Morgan Stanley, American Express, eBay, Intel, AT&T e Philip Morris. Já Goldman Sachs, Yahoo!, Caterpillar e Sherwin Williams ficaram na contramão da maioria dos resultados sobre o 2T11 divulgados e vieram abaixo das expectativas dos analistas.

Copom sinaliza fim de aperto monetário
O Copom elevou a taxa Selic foi em 25 ponts-base, passando a ser agora de 12,50% ao ano, o que já era esperado pelo mercado. Contudo, o destaque ficou com o teor do comunicado, que deu brecha para a interpretação de um período menor de aperto monetário, na opinião dos analistas. 

Agenda econômica da semana
No Brasil, o relatório Focus apontou que as principais taxas tiveram suas expectativas mantidas em relação ao documento da última semana. Destaque para a mediana das estimativas para o IPCA, mantido em 0,20% e para a Selic, em 12,50% ao ano. Enquanto isso, o IGP-M apontou, pela segunda vez consecutiva, deflação de 0,21%, com os dados referentes a julho idênticos ao mês anterior. 

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Ainda no front doméstico, o IPCA-15 registrou inflação de 0,10% em julho, a menor desde agosto de 2010. 

Entretanto, os debates não evoluíram, uma vez que persiste o impasse entre democratas e republicanos sobre alguns pontos como o aumento de impostos e cortes no orçamento do governo. Nesta sexta-feira, o senado rejeitou a proposta que elevaria o limite da dívida do governo dos Estados Unidos, desta forma, os investidores ainda aguardam ansiosos por uma solução para os debates, já que aproxima-se o prazo limite -2 de agosto – para uma resolução.

Enquanto isso, o número de pedidos de auxílio desemprego, com 418 mil novas solicitações na passagem semanal, foi pior do que os 411 mil esperados. Já o Leading Indicators, que compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão de obra, permissões para construção, entre outros, apontou avanço de 0,3% em junho, em linha com as expectativas. 

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Na China, o setor industrial registrou pela primeira vez no ano uma desaceleração da produção, uma vez que o ndice PMI do banco HSBC apontou contração no mês corrente, ao marcar 48,9 pontos – abaixo da linha de 50 pontos que indica crescimento.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial fechou cotada a R$ 1,5510 na compra e R$ 1,5530 na venda nesta sexta-feira. Na semana, a moeda norte-americana registrou queda de 1,40%. 

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os contratos fecharam sem tendência e próximos da estabilidade. O contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,47%, queda de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 136,50% de seu valor de face, alta de 0,25% na semana.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 11 pontos-base, aos 160 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Na agenda para a última semana de julho, destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom, quando foi anunciada a elevação em 25 pontos-base na taxa de juro brasileira, que agora é de 12,50% ao ano. Além disso, os investidores também receberão índices de inflação e as notas divulgadas pelo Banco Central.

No cenário internacional, as atenções se voltam para a divulgação da versão revisada do PIB norte-americano referente ao segundo trimestre, assim como ao Livro Bege do Federal Reserve.