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SÃO PAULO – O indicador de risco-País teve queda de 4 pontos-base nessa quarta-feira (27), atingindo 153 pontos, com a crise da dívida norte-americana preocupando os investidores, que também viram o aumento do volume de crédito concedido no Brasil e o corte do rating soberano grego.
Por aqui, o fluxo cambial acumulado de julho até a última sexta-feira (22) registrou saldo positivo de US$ 10,870 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central. A autoridade também divulgou que o volume de crédito concedido em junho no País cresceu 1,6% no total, elevando a sua participação sobre o PIB (Produto Interno Bruto) para 47,2%.
Referências internacionais
O mercado continuou a avaliar a situação norte-americana, onde o impasse do teto da dívida publica do país continua, e pressiona os mercados globais. Congressistas democratas e republicanos acreditam que o aumento do limite de endividamento do país precisa ser ampliado para permitir a rolagem da dívida, entretanto, discordam quanto à reestruturação fiscal do país, que viria junto no pacote.
Além disso, o mercado também avaliou a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, divulgado nessa sessão, revelando uma diminuição no ritmo de crescimento da economia dos EUA na maioria dos 12 distritos analisados até 15 de julho. Ainda por lá, o indicador Durable Good Orders exibiu recuo de 2,1% no referido mês, frente à projeção de alta de 0,50%.
Por sua vez, a agência de classificação de risco S&P rebaixou o rating soberano grego novamente, desta vez para CC, com perspectiva negativa.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,03% na noite desta quarta-feira, cotado a 136,45 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 153 pontos base,mantendo-se estável em relação ao fechamento anterior. 153 pontos base em relação ao último fechamento.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.