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SÃO PAULO – A percepção de um prêmio de risco mais elevado para a Hypermarcas (HYPE3) fez com que o HSBC reduzisse seu preço-alvo para a empresa, passando de R$ 21,00 para R$ 18,00 em doze meses. A preocupação principal do banco nesse momento é com o tempo necessário para a melhoria no capital de giro da empresa.
Contudo, os analistas Francisco Chevez e Manisha Chaudhry mantiveram a recomendação neutra para as ações da companhia do segmento varejista. Tendo em vista a última cotação de fechamento, o novo preço-alvo representa um potencial de valorização de 21,2%.
Aumento nos estoques
No primeiro trimestre do ano, os estoques da empresa cresceram 108%, o que para o HSBC é um motivo de preocupação. Para os analistas, o motivo principal para esse aumento é o menor número de pedidos de clientes, em decorrência das mudanças nos termos comerciais realizadas no período.
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A Hypermarcas optou por elevar os preços de tabela, reduzir descontos, promoções e prazos aos clientes em 30 dias, totalizando 60 dias, somente no primeiro trimestre. Com isso, houve um aumento nos preços de aproximadamente 19%, o que é ainda mais expressivo quando são avaliados os custos adicionais para os clientes em virtude do menor prazo de pagamento.
Para a dupla do HSBC, seria melhor para a empresa se essas mudanças fossem feitas de forma gradativa, ao invés de em um único trimestre. Dessa forma, a queda nas vendas do primeiro trimestre teria sido amenizada e o impacto nos resultado também seria menor.
Melhoria no capital de giro
Para 2011, o banco espera uma receita de R$ 4,2 bilhões para a Hypermarcas, um crescimento de 33% em base anual. Assim, o crescimento orgânico seria de 6%, também em relação a 2010. A estimativa é que, se as vendas do segundo trimestre crescerem dentro do esperado, os dias de estoque devem cair.
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Porém, ainda assim o capital de giro levaria de seis a nove meses para melhorar e se recuperar, de acordo com o banco. “A combinação de falta de convicção em nossas estimativas de crescimento da receita em 2011, bem como a complexidade operacional criada pela acumulação dos estoques, levou-nos a aumentar nossa premissa de prêmio de risco para as ações da Hypermarcas”, explicaram os analistas.